Beto Faro foi condenado por corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio (compra de votos), assédio eleitoral e abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
Senador pelo Pará, Beto Faro. Foto: Divulgação
O senador José Roberto de Oliveira, mais conhecido como Beto Faro (PT), teve o seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Os suplentes do petista, Josenir Gonçalves Nascimento e Leny May da Silva Campelo, também foram cassados.
Beto Faro foi condenado por corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio (compra de votos), assédio eleitoral e abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
O TRE afirma que também ficou comprovada a "adoção de estratégia empresarial articulada para aliciamento massivo de votos de funcionários e terceiros mediante concessão de vantagem financeira atrelada ao engajamento eleitoral em favor de candidato específico ao Senado Federal".
A Justiça tomou a decisão com base em documentos, gravações ambientais, conversas eletrônicas e dados de contratos públicos, além de informações de um inquérito do Ministério Público do Trabalho.
Com a condenação do senador e a anulação da sua chapa, uma nova eleição deve ser realizada no Pará. Além da cassação, os condenados terão de pagar multas eleitorais.
Confira:
Os condenados ainda podem recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confira a nota, na íntegra, assinada pelo PT Pará e o senador Beto Faro:
O senador Beto Faro e o Partido dos Trabalhadores do Pará receberam com serenidade a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, embora dela discordem.
Com plena confiança na Justiça Eleitoral, comunicam que irão recorrer da decisão, certos de que a verdade será reconhecida e a inocência do senador plenamente comprovada.
É importante reforçar que a decisão não tem efeito imediato. Beto Faro segue exercendo normalmente seu mandato no Senado Federal, legitimado por mais de 1,7 milhão de paraenses nas urnas.
Com a consciência tranquila e o compromisso de sempre, o senador seguirá firme na defesa da democracia, do voto popular e dos direitos do povo do Pará.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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