Ministro José Múcio e Militares Foto: Divulgação/ Agência Brasil
“Tem sargento rodando Uber depois do expediente para conseguir pagar aluguel e comida.” A frase, dita por um militar da ativa, resume a realidade silenciosa que se repete em quartéis de todo o Brasil, onde sargentos, cabos e soldados enfrentam dificuldades financeiras enquanto oficiais e adidos militares recebem salários que ultrapassam os R$ 100 mil mensais no exterior. A disparidade salarial dentro das Forças Armadas tem gerado crescente indignação e alimentado debates nas redes sociais, especialmente após a divulgação de dados do Portal da Transparência revelando os altos valores recebidos por oficiais lotados em países como Reino Unido, Japão e China.
Os adidos contam com uma série de verbas indenizatórias e pagas em dólar que cobrem moradia, alimentação, transporte e escola dos filhos, além de gratificações específicas por representação no exterior. Em alguns casos, o total mensal ultrapassa quatro vezes o valor do teto do funcionalismo público no Brasil. Já os militares da base, com salários líquidos muitas vezes inferiores a R$ 3 mil, enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas.
Relatos de militares da ativa mostram uma rotina de dupla jornada: após o expediente no quartel, muitos atuam como motoristas de aplicativo, seguranças, vendedores ambulantes ou prestadores de serviço para conseguir manter suas famílias. A situação ganhou ainda mais repercussão após o ministro da Defesa afirmar que "generais vivem com dificuldades", o que foi recebido com revolta por grande parte da tropa.
A matéria completa, com todos os dados, entrevistas e detalhes dos rendimentos de oficiais no exterior, pode ser lida no site Sociedade Militar. A reportagem expõe como a estrutura atual contribui para um cenário de desigualdade interna nas Forças Armadas e levanta a discussão sobre valorização da base, transparência nos critérios de indenização e necessidade de reajuste salarial para quem sustenta a linha de frente.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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