Carne e Café Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros nos EUA, oficializada pelo presidente Donald Trump, é comemorada pelo agronegócio, mas deve trazer efeitos imediatos ao consumidor brasileiro. Especialistas afirmam que a consequência mais provável é uma alta nos preços da carne e do café já em dezembro, impulsionada pela retomada das exportações.
Durante o período de vigência da tarifa, parte significativa da produção destinada ao mercado americano permaneceu no país. Esse excedente ajudou a segurar preços e contribuiu para um cenário de inflação mais controlada. Com o mercado externo reaberto — e pagando em dólar — os produtores tendem a priorizar as vendas internacionais, reduzindo a oferta para o mercado doméstico.
No caso da carne bovina, o impacto deve ser ainda mais rápido. Além da retomada das exportações, o setor enfrenta dois fatores sazonais:
Com menos carne disponível internamente e maior procura, o repasse de preços para o varejo torna-se inevitável.
O café também deve sentir os efeitos da mudança. Sem a barreira tarifária, os compradores americanos voltam a competir fortemente pelo grão brasileiro. Para evitar que a produção seja totalmente direcionada ao exterior, a indústria nacional precisará pagar mais caro, disputando o produto no mesmo patamar do mercado internacional.
Esse custo adicional tende a ser repassado ao consumidor, encarecendo desde o café em grão até as versões torradas e moídas.
A reabertura do mercado americano impulsiona o agronegócio, que recupera margem, demanda e competitividade global. No entanto, a nova dinâmica de preços deve pressionar o custo de alimentos tradicionalmente presentes na cesta básica, especialmente às vésperas das festas de fim de ano.
Economistas avaliam que, caso as exportações avancem acima do esperado, o impacto pode se estender aos primeiros meses de 2026, dependendo do ritmo de recomposição da oferta interna.
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