Durante discurso na Amupe, a governadora afirmou que não teme discutir qualquer tema relacionado à sua vida pública ou à sua gestão à frente do Governo de Pernambuco.
Governadora Raquel Lyra. Foto: Rodolfo Kosta/Portal de Prefeitura
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reagiu nesta terça-feira, 20 de janeiro, ao pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco pelo deputado estadual Romero Albuquerque (UB).
A manifestação ocorreu durante discurso na Assembleia Extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), realizada em Gravatá, que reuniu cerca de 70 prefeitos e diversas lideranças políticas de todo o estado.
Diante do público, Raquel Lyra afirmou que não teme discutir qualquer tema relacionado à sua vida pública ou à sua gestão à frente do governo estadual.
"Apresentaram um pedido de impeachment. A trajetória da minha família fala por mim. Eu não tenho nenhum receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão. Não tenho receio de falar sobre isso. Você pode olhar no meu olhar e saber que eu estou tranquila, que eu continuo tranquila, mas sabe o que é que não vão tirar o meu foco um minuto sequer? É daquilo que eu tenho pactuado com o povo de Pernambuco, é para o trabalho que eu tenho que entregar a esse povo. Não vou esmorecer, não vou chorar, não vou me desgastar. Não se mexe com a honra de uma pessoa honrada", destacou.
O pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito e o requerimento de impeachment têm como base questionamentos sobre a atuação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI).
O foco da investigação proposta envolve a empresa Logo Caruaruense, que pertenceu ao ex-governador João Lyra Neto, pai da atual governadora. A transportadora teria operado por cerca de três anos transportando passageiros sem fiscalização adequada, segundo o autor do pedido. Na última sexta-feira, João Lyra Neto comunicou o encerramento das atividades da empresa, que atuava há aproximadamente 60 anos.
Ao abordar o tema, Raquel Lyra relembrou a CPI da Publicidade, instaurada no ano passado, e afirmou que já enfrentou investigações semelhantes durante sua gestão. Segundo a governadora, após a abertura da CPI, o Tribunal de Contas do Estado produziu um relatório extenso no qual não encontrou irregularidades. Ela também mencionou decisões judiciais favoráveis obtidas no Supremo Tribunal Federal, em instâncias de primeira instância e no Tribunal de Justiça de Pernambuco.
"Enfrentei uma CPI no ano passado e todo mundo olha atônito. Depois de abrirem a CPI, 90 dias depois o Tribunal de Contas do Estado fez um relatório de 81 páginas dizendo que não tinha nada. Mas antes disso eu consegui uma decisão do Supremo Tribunal Federal e umas 10 decisões de primeira instância, além do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Até hoje a CPI ainda não foi arquivada, embora tenha havido decurso do prazo. Talvez tenha que ser judicializado", declarou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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