Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Raquel Lyra reage sobre pedido de impeachment: "não se mexe com a honra de pessoas honradas"

Durante discurso na Amupe, a governadora afirmou que não teme discutir qualquer tema relacionado à sua vida pública ou à sua gestão à frente do Governo de Pernambuco.

Redação

20 de janeiro de 2026 às 14:37   - Atualizado às 14:56

Governadora Raquel Lyra.

Governadora Raquel Lyra. Foto: Rodolfo Kosta/Portal de Prefeitura

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reagiu nesta terça-feira, 20 de janeiro, ao pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco pelo deputado estadual Romero Albuquerque (UB).

A manifestação ocorreu durante discurso na Assembleia Extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), realizada em Gravatá, que reuniu cerca de 70 prefeitos e diversas lideranças políticas de todo o estado.

Diante do público, Raquel Lyra afirmou que não teme discutir qualquer tema relacionado à sua vida pública ou à sua gestão à frente do governo estadual. 

"Apresentaram um pedido de impeachment. A trajetória da minha família fala por mim. Eu não tenho nenhum receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão. Não tenho receio de falar sobre isso. Você pode olhar no meu olhar e saber que eu estou tranquila, que eu continuo tranquila, mas sabe o que é que não vão tirar o meu foco um minuto sequer? É daquilo que eu tenho pactuado com o povo de Pernambuco, é para o trabalho que eu tenho que entregar a esse povo. Não vou esmorecer, não vou chorar, não vou me desgastar. Não se mexe com a honra de uma pessoa honrada", destacou. 

Sobre o pedido de impeachment

O pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito e o requerimento de impeachment têm como base questionamentos sobre a atuação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI).

Veja Também

O foco da investigação proposta envolve a empresa Logo Caruaruense, que pertenceu ao ex-governador João Lyra Neto, pai da atual governadora. A transportadora teria operado por cerca de três anos transportando passageiros sem fiscalização adequada, segundo o autor do pedido. Na última sexta-feira, João Lyra Neto comunicou o encerramento das atividades da empresa, que atuava há aproximadamente 60 anos.

Ao abordar o tema, Raquel Lyra relembrou a CPI da Publicidade, instaurada no ano passado, e afirmou que já enfrentou investigações semelhantes durante sua gestão. Segundo a governadora, após a abertura da CPI, o Tribunal de Contas do Estado produziu um relatório extenso no qual não encontrou irregularidades. Ela também mencionou decisões judiciais favoráveis obtidas no Supremo Tribunal Federal, em instâncias de primeira instância e no Tribunal de Justiça de Pernambuco.

"Enfrentei uma CPI no ano passado e todo mundo olha atônito. Depois de abrirem a CPI, 90 dias depois o Tribunal de Contas do Estado fez um relatório de 81 páginas dizendo que não tinha nada. Mas antes disso eu consegui uma decisão do Supremo Tribunal Federal e umas 10 decisões de primeira instância, além do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Até hoje a CPI ainda não foi arquivada, embora tenha havido decurso do prazo. Talvez tenha que ser judicializado", declarou.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:37, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter