Deputado federal Alexandre Ramagem e ex-presidente Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em entrevista ao programa Conversa Timeline, exibido nesta sexta-feira 30 de janeiro, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem declarou que soube que um preso do regime semiaberto teria sido escolhido para administrar os medicamentos do ex-presidente Jair Bolsonaro no Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha.
"Houve ainda uma nova informação, que a Polícia Militar colocou um detento em regime semiaberto para cuidar da medicação de Jair Bolsonaro. Ou seja, isso não é uma demonstração que onde ele está não está condizente com o cuidado que deve ser ministrado ao detento injustiçado Jair Bolsonaro?", disse.
"Então é lógico que deveria ser concedida, mais do que imediatamente já deveria ter sido concedido esse benefício que é precedente consolidado do STF", continuou.
Durante o programa, Ramagem defendeu que o principal nome da direita no Brasil cumpra prisão domiciliar e também fez críticas ao processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na condenação tanto de Jair Bolsonaro quanto dele próprio.
"Todos nós sabemos a fraude que é essa ação do golpe, todos nós sabemos que tudo que foi apontado ali realmente foi criado, foi na criatividade, para acabar com o segmento da direita e com o nosso maior líder", concluído.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou na quarta-feira, 28 de janeiro, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) dos Estados Unidos.
No ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a extradição, o ministério informou que o pedido foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no dia 30 de dezembro de 2025. Não há prazo para análise da extradição.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal da trama golpista.
Em setembro do ano passado, ele fugiu do país para evitar o cumprimento da pena e está morando em Miami.
Durante a investigação sobre a trama golpista, ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou, em dezembro do ano passado, que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou o país clandestinamente pela fronteira com a Guiana e utilizou o passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos, para onde fugiu após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.
“A rota [de fuga] parece muito clara, via Guiana, saindo clandestinamente do Brasil, não passando por nenhum ponto de fiscalização”, disse Rodrigues.
Ramagem foi visto em Miami, na Flórida, em novembro, pouco antes de a execução da pena de 16 anos, um mês e 15 dias de prisão ser decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que então expediu um mandado de prisão preventiva contra o parlamentar.
Segundo a apuração feita pela PF, Ramagem obteve ajuda para deixar o país pela fronteira de Roraima, estado em que o parlamentar construiu carreira como delegado da própria PF.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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