Saldanha ficou conhecido após gravar um vídeo em novembro de 2024 destruindo sua tornozeleira eletrônica e fazendo xingamentos ao ministro Alexandre de Moraes
Radialista Roque Saldanha Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais
Na última sexta-feira (20), a Polícia Federal (PF) prendeu o radialista Roque Saldanha, acusado de envolvimento nas manifestações de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Saldanha, que ficou conhecido após gravar um vídeo em novembro de 2024 destruindo sua tornozeleira eletrônica e fazendo xingamentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi detido em Colatina, no Espírito Santo.
A prisão do radialista ocorreu em razão do descumprimento de diversas medidas cautelares impostas pelo STF. De acordo com a PF, Saldanha violou mais de 50 itens das condições de sua prisão domiciliar, que haviam sido estabelecidas após ele ter sido liberado da prisão. Entre as infrações cometidas, destacam-se a saída não autorizada de sua cidade e a divulgação de vídeos em que desrespeitava as autoridades judiciais. O advogado de defesa, João Carlos de Faria Soares, afirmou que a prisão já era esperada, pois o mandado foi emitido devido a essas infrações, e não especificamente pelo vídeo em que Saldanha destrói a tornozeleira.
Em sua defesa, Soares explicou que o vídeo onde Saldanha aparece arrancando a tornozeleira e fazendo acusações ao ministro Moraes foi publicado em 26 de novembro, após a emissão do mandado de prisão. Segundo ele, o motivo da prisão é o descumprimento das condições de liberdade impostas pelo STF, e não a atitude de Saldanha com relação ao vídeo.
A operação que resultou na prisão de Roque Saldanha também resultou na apreensão de materiais como um celular, três chips de celular, a tornozeleira eletrônica destruída e uma quantia de R$ 7 mil em dinheiro. A Polícia Federal agora segue investigando os detalhes do caso, e Saldanha foi conduzido à prisão para responder pelos crimes relacionados ao descumprimento das medidas cautelares.
Essa prisão reforça o esforço das autoridades brasileiras para garantir o cumprimento das ordens judiciais e a manutenção da ordem pública após os episódios de violência política de janeiro de 2023. O caso de Saldanha segue sendo um exemplo do rigor da Justiça em relação àqueles que tentam burlar as medidas impostas pelos tribunais.
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