Vereador Eduardo Moura e prefeito João Campos. Foto: Divulgação
O vereador Eduardo Moura (Partido Novo) tem ganhado destaque como um dos principais opositores à administração do prefeito João Campos (PSB) no Recife.
Em apenas três meses de mandato, ele realizou diversas fiscalizações que trouxeram à tona problemas em unidades de saúde, creches e outros serviços públicos da cidade. Suas denúncias têm repercutido e colocado a gestão municipal sob pressão.
Entre as principais polêmicas de Eduardo Moura, está a mais recente fiscalização que ocorreu na Policlínica Barros Lima, na Zona Norte do Recife.
Durante uma visita surpresa, o vereador constatou que dos quatro médicos escalados para o plantão, apenas duas médicas estavam presentes. Na recepção, funcionários informavam aos pacientes que o atendimento estava restrito.
O vereador também revelou uma possível fraude nas atas de presença. Segundo ele, os documentos já estavam assinados para todo o mês de março, o que pode configurar uma irregularidade passível de punição criminal.
Durante a transmissão ao vivo da fiscalização, Eduardo Moura discutiu com uma médica sobre a demora no atendimento de uma paciente.
Após a fiscalização na Policlínica Barros Lima, a esposa do vereador, Ana Cristina França, que é médica, começou a receber ameaças nas redes sociais.
Em uma das mensagens, um internauta a intimidou, sugerindo que ela e sua clínica passariam a ser investigadas pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).
“Manda esse teu macho calar a boca. Explica a ele o que é plantão restrito para não passar vergonha. Teto não é de vidro. Com certeza, a partir de agora, você estará na mira do Cremepe e Simepe. Aguarde. Agora, esteja tudo certo com tudo que você faz e sua clínica funciona. Não deixe brecha para nada”, dizia a ameaça recebida por Ana Cristina França.
A esposa Eduardo Moura expôs a mensagem publicamente e afirmou que seu marido continuará realizando fiscalizações, independentemente das tentativas de intimidação.
A gestão de João Campos vinha mantendo altos índices de aprovação até o final de 2024. Um levantamento do Datafolha divulgado em novembro daquele ano apontava que 76% dos eleitores consideravam sua administração positiva. No entanto, as denúncias feitas por Eduardo Moura podem impactar essa popularidade.
A fiscalização contínua do vereador vem expondo problemas que antes passavam despercebidos pela população. Esse cenário pode influenciar diretamente na avaliação da gestão e no cenário político de Recife para os próximos anos.
Por isso, Eduardo Moura é o vereador que está incomodando a gestão de João Campos no Recife.
Natural do Recife, Eduardo Moura nasceu em 30 de março de 1980. Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), ele iniciou sua carreira na TV Guararapes aos 20 anos.
Ainda na graduação, conseguiu uma vaga como estagiário e, pouco tempo depois, foi contratado como repórter esportivo. Em 2003, fez uma especialização em jornalismo esportivo nos Estados Unidos.
De volta ao Brasil, trabalhou na TV Tribuna como comentarista e repórter, além de atuar como apresentador de diversos programas. Seu último trabalho na imprensa foi como âncora de um telejornal na TV Nova Nordeste.
Durante os 24 anos dedicados ao jornalismo, Eduardo Moura percorreu bairros do Recife, ouviu moradores e acompanhou de perto as dificuldades enfrentadas pela população. Foi essa experiência que o motivou a entrar na política.
Em 2024, anunciou sua candidatura a vereador durante a apresentação do programa "Girando a Pauta".
Na época, Eduardo Moura afirmou que não queria repetir os erros da “velha política” e que seu objetivo era transformar a cidade. Desde o início do mandato, o vereador tem se mantido fiel ao discurso de fiscalização ativa, visitando locais e denunciando problemas.
Eduardo Moura foi eleito com 5.283 votos. Ele e Felipe Alecrim foram os primeiros vereadores a serem eleitos pelo Partido Novo no Recife.
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