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Putin pede regiões da Ucrânia a Trump em troca de encerrar guerra, afirmam agências

A proposta foi apresentada durante encontro entre o presidente da Rússia e o presidente dos Estados Unidos, realizado na sexta-feira, 15 de agosto, no Alasca.

Isabella Lopes

16 de agosto de 2025 às 18:38   - Atualizado em 17 de agosto de 2025 às 09:03

Trump e Putin.

Trump e Putin. Foto: Reprodução

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou uma proposta considerada a mais concreta até agora para encerrar a guerra na Ucrânia. Durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na sexta-feira, 15 de agosto, no Alasca, o líder russo sugeriu terminar o conflito em troca do reconhecimento da anexação dos territórios de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano.

A informação foi divulgada pela agência Reuters e pelo jornal The New York Times, com base em fontes ligadas às negociações. Essa foi a primeira cúpula entre Rússia e Estados Unidos desde o início da guerra em fevereiro de 2022, e também o primeiro encontro direto entre Putin e Trump desde 2018.

Condições apresentadas por Moscou

Segundo as reportagens, a Rússia estaria disposta a abrir mão das demais áreas sob ocupação militar, que somam cerca de 20% do território ucraniano, desde que Donetsk e Lugansk sejam reconhecidos como parte de seu território.

As duas regiões formam a área conhecida como Donbass, palco de movimentos separatistas pró-Rússia desde antes da invasão. Em 2022, poucos dias antes de iniciar a ofensiva militar, Putin assinou um decreto reconhecendo os territórios como independentes, medida que abriu caminho para a anexação.

Reações de Trump e expectativa de Zelensky

O presidente Donald Trump afirmou que comunicou a proposta a Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e defendeu que o país aceite a negociação. Em entrevista à Fox News, Trump declarou que “a Rússia é uma grande potência, e eles [ucranianos], não”. Questionado sobre o conselho que daria a Zelensky, ele respondeu: “Faça o acordo. Você precisa fazer o acordo”.

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Zelensky, porém, tem reiterado em discursos recentes que não abrirá mão de nenhum território ucraniano. Em nota publicada neste sábado, 16 de agosto, ele confirmou que se reunirá com Trump na segunda-feira, 18 de agosto, em Washington, para discutir os próximos passos. Zelensky disse apoiar a ideia de uma reunião trilateral entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, mas reforçou que as “questões-chave” devem ser tratadas diretamente entre os líderes.

Declarações de Putin e sinais de Moscou

Em pronunciamento após o encontro, Putin afirmou que a conversa com Trump foi “sincera e substancial”. O líder russo declarou respeitar a posição dos Estados Unidos e manifestou interesse em encerrar o conflito de maneira pacífica, desde que as preocupações de segurança da Rússia sejam consideradas.

Putin também ressaltou que Moscou deseja garantir a segurança da Ucrânia, mas exigiu que os interesses estratégicos russos sejam levados em conta. Além da guerra, ele mencionou o potencial para estreitar relações comerciais entre Rússia e Estados Unidos, caso os entendimentos avancem.

Encontro no Alasca e repercussão internacional

A reunião em Anchorage durou cerca de três horas e ocorreu em clima de cordialidade. Putin e Trump trocaram sorrisos, posaram para fotos e protagonizaram momentos que chamaram atenção nas redes sociais, incluindo expressões inusitadas do presidente russo que acabaram virando memes.

Após o encontro, Trump descreveu a conversa como “ótima” e “bem-sucedida”, ainda que sem acordo de cessar-fogo. Ele afirmou que mira em um pacto de paz mais amplo, por considerar que cessar-fogos “muitas vezes não se sustentam”.

O republicano também revelou ter conversado por telefone com Zelensky e sete líderes europeus, entre eles Emmanuel Macron, da França, Giorgia Meloni, da Itália, e Keir Starmer, do Reino Unido. Segundo ele, “muitos pontos foram acordados, restando apenas alguns”, sem detalhar quais seriam.

Próximos passos

Trump confirmou que receberá Zelensky na Casa Branca na segunda-feira (18). O encontro deve discutir alternativas para encerrar a guerra após mais de dois anos de combates. Ainda não há confirmação sobre a participação de líderes europeus ou de Putin na reunião.

Moscou, por sua vez, sinalizou que o diálogo com Washington foi positivo. O enviado especial russo Kirill Dmitriev disse à TV estatal que as negociações transcorreram de forma “notavelmente boa”.

Enquanto isso, análises do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) indicam que a Rússia mantém controle sobre cerca de 20% do território ucraniano. Nenhum dos lados, porém, demonstrou disposição em ceder posições no campo de batalha sem garantias políticas.

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