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PT diz em nota que não há fundamento para inelegibilidade de Lula devido desfile de escola de samba

O documento assinado pelos advogados do partido surge após rumores da oposição de que ficou configurado algum tipo de crime eleitoral.

Ricardo Lélis

16 de fevereiro de 2026 às 19:10   - Atualizado às 19:10

Lula em desfile da escola de samba.

Lula em desfile da escola de samba. (Foto: Ricardo Stuckert/ PR)

A assessoria jurídica do Partido dos Trabalhadores (PT) publicou uma nota nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, afirmando que não existe fundamento para inelegibilidade do presidente Lula devido desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O samba-enredo da agremiação, que foi apresentado no domingo (15), homenageou a carreira política do petista. O documento foi lançado após políticos da oposição anunciarem que estariam acionando a justiça contra o desfile, que foi classificado como propaganda eleitoral antecipada.

Confira a nota:

O Partido dos Trabalhadores esclarece, diante de questionamentos públicos sobre o desfile carnavalesco que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que:

  1. O enredo apresentado é manifestação típica da liberdade de expressão artística e cultural, plenamente assegurada pela Constituição Federal. A concepção, desenvolvimento e execução do desfile ocorreram de forma autônoma pela agremiação carnavalesca, sem participação, financiamento, coordenação ou qualquer ingerência do Partido dos Trabalhadores ou do presidente Lula;
  2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral é firme no sentido de que manifestações políticas e culturais espontâneas de artistas constituem exercício legítimo da liberdade de expressão, inclusive em contextos eleitorais e em eventos públicos;
  3. Nos termos do art. 36-A da Lei das Eleições, não configura propaganda eleitoral antecipada a mera exaltação de qualidades pessoais de agente político, sobretudo quando realizada por terceiros e sem pedido explícito de voto, elemento indispensável para caracterização de irregularidade eleitoral, inexistente no caso;
  4. O Tribunal Superior Eleitoral já analisou as medidas judiciais apresentadas sobre o tema, indeferindo pedidos liminares. As demais iniciativas judiciais foram indeferidas;
  5. À luz desses elementos, não há fundamento jurídico para qualquer discussão sobre inelegibilidade relacionada ao episódio;
  6. O Partido dos Trabalhadores reafirma que atua em estrita observância à legislação eleitoral, tendo orientado previamente seus filiados e apoiadores quanto às regras aplicáveis ao período de pré-campanha.

O Partido reitera seu respeito às instituições e à Justiça Eleitoral, confiante na prevalência da Constituição, da liberdade artística e da segurança jurídica.
 

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