PSOL anunciou a criação da chamada "Bancada da Macumba", Foto: Divulgação/PSOl
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) anunciou a criação da chamada "Bancada da Macumba", uma articulação formada por seis candidatos à Câmara dos Deputados que defendem maior participação das religiões de matriz africana na política nacional.
O coletivo reúne representantes de cinco estados brasileiros e tem como principal objetivo ampliar a presença de integrantes dos povos de terreiro nos espaços de decisão, defendendo a participação direta na elaboração de leis, definição de orçamentos públicos e formulação de políticas voltadas ao segmento.
Segundo os integrantes, a iniciativa busca fortalecer a representatividade política das comunidades de matriz africana e ampliar o debate sobre liberdade religiosa e combate ao racismo religioso.
A articulação é composta pelos candidatos Adriano Fiúza (Distrito Federal), Mãe Su de Nanã (São Paulo), Renato Fonseca (Pernambuco), Wesley Mendes (Bahia), Mãe Bernadete de Oxóssi (Bahia) e Ariane Magalhães (Rio de Janeiro).
Em nota conjunta, o grupo afirma que pretende garantir que os próprios representantes das religiões de matriz africana participem das discussões legislativas relacionadas aos interesses dessas comunidades.
Os candidatos também defendem que os povos de terreiro deixem de ser tratados apenas como objeto de estudos ou destinatários de políticas públicas elaboradas sem participação direta.
Os integrantes afirmam que a expressão "Bancada da Macumba" foi escolhida de forma proposital.
Segundo o coletivo, o termo "macumba", historicamente utilizado de maneira pejorativa para se referir às religiões de matriz africana, foi ressignificado como símbolo de identidade política e resistência ao racismo religioso.
Em manifestação pública, os candidatos sustentam que a auto-representação é fundamental para ampliar a presença dessas comunidades nos espaços institucionais.
O PSOL informou que apoia a criação da bancada e afirmou que a iniciativa está alinhada às bandeiras defendidas pelo partido em favor da liberdade religiosa e do combate à discriminação contra religiões de matriz africana.
De acordo com a legenda, a proposta também pretende ampliar o diálogo com pesquisadores, educadores, lideranças religiosas e parlamentares que apoiem pautas relacionadas à igualdade religiosa e aos direitos dos povos de terreiro.
Além da atuação eleitoral, os integrantes da bancada afirmam que pretendem construir uma articulação permanente em defesa de políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais de matriz africana.
Entre os objetivos apresentados estão o fortalecimento da participação política, a defesa da liberdade de culto, o enfrentamento ao racismo religioso e a ampliação do diálogo entre representantes dos terreiros e o Poder Legislativo.
Caso eleitos, os candidatos afirmam que pretendem atuar de forma conjunta na Câmara dos Deputados em pautas relacionadas aos direitos das comunidades de matriz africana e à promoção da igualdade religiosa no país.
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