De acordo com a governadora, o Estado apresentava indicadores considerados negativos em diferentes áreas, como segurança pública, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Governadora Raquel Lyra. Foto: Reprodução/SBT News
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou que encontrou o Estado em uma situação financeira delicada quando assumiu o comando da administração estadual. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, na quinta-feira, 6 de agosto, quando a gestora comentou os desafios enfrentados no início do mandato e fez críticas ao cenário herdado da gestão anterior.
Antes de Raquel Lyra assumir o Governo de Pernambuco, o Estado era administrado pelo ex-governador Paulo Câmara (PSB). Nas eleições de 2026, a governadora busca a reeleição e enfrenta como principal adversário o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que representa o mesmo grupo político responsável pela administração estadual anterior.
Durante a entrevista, Raquel afirmou que Pernambuco vivia um período de dificuldades econômicas e sociais quando iniciou o mandato. Segundo ela, a situação exigiu uma reorganização das contas públicas antes da execução de novos investimentos.
De acordo com a governadora, o Estado apresentava indicadores considerados negativos em diferentes áreas, como segurança pública, geração de empregos e desenvolvimento econômico. Ela também disse que os problemas encontrados eram maiores do que aqueles apresentados durante o período de transição entre governos.
"Pernambuco passou por um momento de estagnação econômica, social, indicadores muito ruins na violência, na geração de emprego. A gente chega em um momento com um sentimento de mudança muito forte da população. Agora pegamos um estado em uma situação muito complicada financeiramente e nas mais diversas áreas, o problema era muito mais complexo do que se apresentava", afirmou Raquel Lyra.
Na entrevista, Raquel Lyra explicou que o primeiro ano da administração estadual foi dedicado à reorganização da estrutura financeira do Governo de Pernambuco. Segundo ela, esse período acabou impactando a percepção da população sobre a gestão.
A governadora afirmou que diversas promessas feitas anteriormente não foram executadas e que havia convênios firmados com municípios sem condições de serem cumpridos naquele momento. Por esse motivo, segundo ela, o governo precisou adotar medidas de contenção antes de ampliar investimentos.
"Isso fez com que a gente no primeiro ano de governo desse um freio de arrumação. Prometeram muita coisa que não cumpriram, assinaram convênio com prefeitura, foi o tempo do não. Imagina aí, despencou a popularidade [do meu governo]. As pessoas querem respostas imediatas. Precisar de saúde, educação e assistência, mas isso não se faz da noite para o dia", declarou.
Ao comentar as ações adotadas ao longo do mandato, a governadora afirmou que sua equipe conseguiu reorganizar as contas estaduais e buscar novas fontes de recursos para investimentos.
"A gente reorganizou as contas, conseguiu buscar operação de crédito, garantir investimentos, resgatar a parceria do governo do estado com o governo federal, com o presidente Lula, de quem eu sou muito grata por poder permitir que a gente pudesse fazer obras importantes e retomar obras importantes no nosso estado", afirmou.
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