Carlos Veras, Aristides Veras e Lula. Foto: Divulgação
A Polícia Federal concluiu mais uma etapa da Operação Sem Desconto e indiciou o ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O relatório também inclui ex-dirigentes da entidade e ex-integrantes da cúpula do INSS. O documento será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, posteriormente, analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
O caso ganhou repercussão política porque Aristides Veras é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT), atual presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. Apesar da relação familiar, o parlamentar não é investigado neste inquérito e não há qualquer acusação formal contra ele no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
De acordo com a investigação, Aristides Veras foi indiciado pelos crimes de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A Polícia Federal aponta que a Contag teria utilizado informações consideradas falsas para viabilizar descontos associativos diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.
As apurações indicam que a entidade está entre as principais investigadas no esquema de cobranças sem autorização dos beneficiários. Segundo a Polícia Federal, a Contag arrecadou cerca de R$ 3,4 bilhões em descontos realizados entre os anos de 2016 e 2025.
Este é o segundo inquérito concluído pela Polícia Federal sobre o caso. Além de Aristides Veras, outras cinco pessoas também foram indiciadas. Entre elas está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que comandou o instituto durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Também foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Ribeiro, o ex-diretor do órgão André Fidelis, além das ex-dirigentes da Contag Thaisa Daiane, ex-secretária-geral, e Edjane Rodrigues Silva, ex-secretária da entidade.
Segundo a Polícia Federal, todos são investigados pelos crimes de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.
As investigações fazem parte da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos mensais realizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas em favor de associações e entidades representativas. Conforme as apurações, muitos desses descontos teriam ocorrido sem autorização dos segurados.
No primeiro inquérito da operação, a Polícia Federal já havia indiciado Alessandro Stefanutto e outras 47 pessoas. As investigações estimam que o esquema pode ter provocado desvios de até R$ 6,3 bilhões por meio das cobranças consideradas irregulares.
Dentro desse cenário, a Contag aparece como uma das entidades centrais das investigações. A Polícia Federal afirma que a confederação foi uma das principais beneficiadas pelos descontos realizados ao longo dos últimos anos.
A defesa de Aristides Veras informou que nega qualquer irregularidade e afirmou que apresentará sua manifestação nos autos da investigação, exercendo o direito de defesa durante a tramitação do processo.
1
2
3
4
13:11, 07 Ago
27
°c
Fonte: OpenWeather
O evento reuniu lideranças políticas, apoiadores e representantes de diversos segmentos da sociedade, reforçando a força do grupo na Região Metropolitana do Recife.
A evolução aparece nos documentos oficiais disponibilizados pela Justiça Eleitoral durante o processo de registro das candidaturas.
No ano anterior, em 2025, o guitarrista havia registrado filiação ao União Brasil, já sinalizando o interesse em disputar um cargo político.
mais notícias
+