Montoro, Covas e FHC na fundação do PSDB Foto: Divulgação
Fundado em 1988 por dissidentes do PMDB, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) rapidamente se consolidou como uma das principais forças políticas do país. A sigla foi símbolo de um projeto político que buscava o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e políticas sociais, além de defender a institucionalidade democrática em tempos de transição.
O auge do partido ocorreu na década de 1990, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso para a Presidência da República. Governando de 1995 a 2002, FHC liderou importantes reformas econômicas, promoveu privatizações e implementou o Plano Real — uma política que foi crucial para o controle da hiperinflação e a estabilidade monetária no país. O PSDB, nesse período, chegou ao seu ápice de influência, com ampla representação no Congresso Nacional e forte presença nos governos estaduais, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Durante quase 20 anos, o PSDB também foi protagonista das principais disputas presidenciais, sempre figurando como o principal adversário do Partido dos Trabalhadores (PT). Candidatos como José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves disputaram seguidos segundos turnos, mantendo o partido no centro do debate político nacional.
No entanto, a partir de 2018, o PSDB entrou em declínio. A ascensão de uma nova direita mais radicalizada, simbolizada por Jair Bolsonaro, e os escândalos que abalaram figuras históricas do partido, como Aécio Neves, causaram forte desgaste na legenda. O espaço político de centro-direita passou a ser disputado por novas forças, como o União Brasil, o PSD e até mesmo setores do PL e Republicanos.
Nas eleições de 2022, o PSDB elegeu três governadores: Eduardo Leite (RS), Raquel Lyra (PE) e Eduardo Riedel (MS). Contudo, Leite e Raquel já deixaram o partido, restando apenas Riedel como único governador tucano em exercício. No Congresso, o PSDB conta com apenas 13 deputados federais, uma das menores bancadas de sua história.
Atualmente, o PSDB conta com três senadores no Congresso Nacional: Oriovisto Guimarães (PR), Plínio Valério (AM) e Styvenson Valentim (RN). Apesar da expressiva perda de espaço político nos últimos anos, o partido ainda mantém representação no Senado Federal, onde busca manter alguma influência no debate legislativo e contribuir com pautas de centro, em meio a um cenário político cada vez mais polarizado.
O partido que já foi símbolo da estabilidade e da moderação agora enfrenta um dilema: como se reposicionar num cenário cada vez mais polarizado e fragmentado? A sigla tenta se reorganizar e reencontrar relevância política, mas ainda sofre com a falta de lideranças nacionais com apelo popular e com a migração de quadros tradicionais para outras legendas.
O PSDB, que já protagonizou o comando do país e liderou os principais debates da política nacional, vive hoje um período de enfraquecimento político. Seu futuro dependerá de sua capacidade de se reinventar — ou corre o risco de se tornar um coadjuvante permanente no cenário político brasileiro.
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