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Professores aprovados em CONCURSO protestam na frente da PREFEITURA DO RECIFE

Ao serem empossados, os educadores estão sendo surpreendidos com um regime de "acumulação" temporário.

Everthon Santos

20 de janeiro de 2025 às 17:37   - Atualizado às 17:37

Protesto dos professores na frente da Prefeitura do Recife.

Protesto dos professores na frente da Prefeitura do Recife. Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira, 20 de janeiro, o Sindicato dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) realizou um ato em defesa da igualdade na carga horária de 270 h/aulas oferecidas no último concurso público realizado pela gestão municipal. A manifestação aconteceu no Pátio da Prefeitura do Recife.

De acordo com o edital do certame em que estes profissionais foram aprovados, a carga horária de trabalho poderia ser de até 270 h/aulas mediante necessidade da administração pública e escolha do concursado.

Apesar disso, ao serem empossados, entre janeiro e julho do ano passado, professoras e professores que optaram por esta quantidade de horas foram surpreendidos com um regime de “acumulação” temporário, sem efetivação do que havia sido acordado com a própria gestão municipal. 

“A Prefeitura fere os direitos trabalhistas quando age dessa forma. Nas acumulações, esse regime que está sendo oferecido para nós, são 125 h/aulas de trabalho mensais. Para se ter ideia, é um vínculo tão precarizado que não se tem incidência previdenciária, férias remuneradas ou até mesmo estabilidade. As pessoas fizeram o concurso para quê, então?”, questiona Anna Davi, coordenadora geral do SIMPERE.

Nas redes sociais, não são poucos os relatos de profissionais que deixaram vínculos anteriores por acreditarem que o concurso seria uma forma de alcançar estabilidade e remuneração adequadas para o exercício do magistério.

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“Além do desrespeito evidente, o que está posto é, também, um exercício de crueldade por parte da gestão. Se os professores trabalham menos horas do que aquelas previstas no edital, é lógico que o salário também diminui. É uma situação pela qual ninguém gostaria de estar passando”, complementa a representante da categoria.

O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) e aguarda providências.

"Sabendo que a questão exige urgência, o SIMPERE pede, mais uma vez, para que a Prefeitura do Recife respeite o edital e efetive a opção pela carga horária de 270 h/aulas para todos os professores e professoras que assim optaram", diz a nota.

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