A novidade chega ao mercado no outono americano deste ano e marca uma mudança significativa na composição do refrigerante, que tradicionalmente usa xarope de milho como adoçante no país.
Donald Trump e lata da Coca-Cola. Foto: Reprodução/ Redes Sociais e Reprodução/Internet.
A Coca-Cola confirmou nesta terça-feira, 22 de julho, que lançará uma nova versão da bebida clássica adoçada com açúcar de cana nos Estados Unidos. A novidade chega ao mercado no outono americano deste ano e marca uma mudança significativa na composição do refrigerante, que tradicionalmente usa xarope de milho como adoçante no país.
O anúncio foi feito no relatório de resultados do segundo trimestre da empresa. A fabricante informou que o novo produto faz parte de uma estratégia de inovação e expansão da linha de bebidas da marca Coca-Cola. A proposta é oferecer mais opções aos consumidores, considerando preferências e ocasiões de consumo variadas.
"Essa adição foi desenvolvida para complementar o forte portfólio principal da empresa e oferecer mais opções para diferentes ocasiões e preferências", declarou a companhia no comunicado oficial.
A decisão da Coca-Cola acontece poucos dias após uma declaração pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que havia conversado com representantes da empresa sobre a substituição do xarope de milho por açúcar de cana. Segundo ele, a companhia teria concordado com a ideia.
“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso”, escreveu Trump.
A fala repercutiu no mercado e gerou discussões entre analistas e especialistas do setor alimentício, principalmente em relação à capacidade de produção de açúcar nos EUA.
Atualmente, os Estados Unidos consomem cerca de 11 milhões de toneladas de açúcar por ano, mas produzem em torno de 8 milhões de toneladas, segundo dados do analista Marcelo Di Bonifacio Filho, da consultoria StoneX Brasil. Isso obriga o país a importar de 3 a 5 milhões de toneladas anualmente, volume que pode variar de acordo com a safra.
O México é o maior fornecedor de açúcar para os EUA, seguido pelo Brasil, que lidera o ranking global de produção. Após a declaração de Trump, alguns especialistas chegaram a sugerir que a Coca-Cola precisaria importar o insumo brasileiro para viabilizar a mudança. No entanto, a empresa esclareceu que a nova versão da bebida utilizará exclusivamente açúcar de cana produzido em território americano.
O CEO da Coca-Cola, James Quincey, comentou a mudança e explicou que a marca já utiliza açúcar de cana em diversas outras bebidas do portfólio nos Estados Unidos. Entre os exemplos estão linhas como chá, limonada, Vitamin Water e bebidas à base de café.
“Acredito que será uma opção duradoura para o consumidor. Estamos definitivamente buscando usar todas as ferramentas disponíveis em termos de adoçantes, sempre que houver preferência do consumidor”, afirmou Quincey à rede de TV NBC.
Enquanto nos EUA a fórmula com açúcar de cana ainda é novidade, em países como Brasil, México e boa parte da Europa, a Coca-Cola já adota esse tipo de adoçante em sua composição regular. No Brasil, por exemplo, a versão tradicional da bebida utiliza açúcar de cana há anos, o que muitos consumidores consideram como um diferencial de sabor.
A empresa reforça que a nova fórmula não substituirá a versão tradicional com xarope de milho, mas funcionará como uma opção adicional nas prateleiras, alinhada às demandas de consumidores que preferem adoçantes naturais.
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