Presidente eleito da Bolívia Foto: Instagram/rodrigopazpereira
A Bolívia vive um momento de virada: RodrigoPaz foi eleito presidente com 54,5% dos votos, encerrando quase 20 anos de governos de esquerda da aliança liderada pelo Movimiento alSocialismo MAS. Em seu discurso de vitória, ele colocou como pilares do novo mandato valores como “Deus, pátria e família”, definindo o tom de sua administração conservadora e de centrodireita.
Com 58 anos, filho de um expresidente e senador até então, Paz assume o cargo em 8 de novembro com a promessa de governar uma Bolívia diferente uma Bolívia que, segundo ele, deixará de lado vetores ideológicos e buscará resultados práticos. “A ideologia não nos alimenta”, afirmou ele ao reafirmar que o direito ao trabalho, à propriedade e à certeza para o futuro serão os verdadeiros guias de sua gestão.
A vitória de Paz representa muito mais que uma troca de presidentes: simboliza a queda de um modelo político consolidado por quase duas décadas. A economia boliviana enfrenta inflação acima dos 20%, reservas cambiais reduzidas e grande dependência de subsídios e de empresas estatais. Paz herda esse cenário e assume o desafio de reverter a crise econômica com um programa que combina assistência social com estímulo ao setor privado.
Ao colocar “Deus, pátria e família” como base de seu governo, RodrigoPaz sinaliza que as políticas públicas terão forte ênfase em valores tradicionais. Ele disse que a família formada por homem e mulher será reconhecida como “pilar básico da sociedade” no seu mandato. Em segurança, adotará linha dura contra narcotráfico. Na economia, promete abrir o país ao investimento estrangeiro e melhorar a governança das empresas públicas.
Apesar da vitória, Paz enfrenta obstáculos consideráveis. Seu partido não tem maioria absoluta no Legislativo, o que exigirá alianças para aprovar reformas. A situação econômica é crítica: queda de arrecadação, inflação alta, reservas baixas e frágil infraestrutura social. A transição “desde a esquerda para um governo conservador” trará resistência de setores que apoiavam o MAS e mudança de rumo no sistema político.
Com o lema “Deus, pátria e família”, RodrigoPaz inicia uma nova era na Bolívia marcada por uma guinada ideológica, por um compromisso com valores tradicionais e por um apelo a governos mais técnicos e menos ideologizados. Mas o sucesso dessa virada dependerá da capacidade de unir o país, envolver os setores excluídos e entregar resultados concretos. A Bolívia, segundo ele, “respira ventos de mudança”.
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Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do grupo sul-americano.
A medida ocorre após declarações do republicano sobre a intenção de anexar a ilha, atualmente sob responsabilidade da Dinamarca.
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