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Presidente do MBL chama Flávio Bolsonaro de "ladrão vagabundo" e ameaça: "Traíra tem que morrer"

Na live, Renan Santos (Missão) ainda afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro "precisa ser destruído"

Cami Cardoso

03 de fevereiro de 2026 às 08:35   - Atualizado às 19:08

Presidente do MBL chama Flávio Bolsonaro de "ladrão vagabundo" e ameaça: "Traíra tem que morrer"

Presidente do MBL chama Flávio Bolsonaro de "ladrão vagabundo" e ameaça: "Traíra tem que morrer" Fotos: Reprodução / YouTube e Lula Marques/ Agência Brasil

O fundador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ambos são pré-candidatos à Presidência da República. Na live, Renan chamou o parlamentar de ladrão e traidor e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro precisa "ser destruído".

"Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro", disse. O vídeo é de dezembro e ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana.

Segundo pessoas ligadas ao senador, ele não deve adotar medidas judiciais sobre as declarações. A avaliação é que Renan Santos estaria atacando aliados do ex-presidente para ganhar visibilidade e crescer nas pesquisas. Procurado pelo Estadão via assessoria de imprensa, Flávio não comentou.

Durante a transmissão, o presidente do MBL afirmou ainda que Flávio Bolsonaro teria traído a "revolução" iniciada pelo movimento. "Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF", afirmou.

O MBL ganhou projeção nacional como oposição ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e como um dos principais entusiastas da Operação Lava Jato, ao organizar grandes manifestações de rua a partir de 2015.

Em 2019, investigações da Lava Jato apontaram que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O valor foi considerado incompatível com o patrimônio declarado de Queiroz. Também chamou a atenção dos investigadores o volume de saques em dinheiro e o recebimento de depósitos feitos por ao menos oito servidores do gabinete do então deputado estadual. O caso foi arquivado em 2022.

Em 2020, o então presidente Bolsonaro declarou que havia "acabado com a Lava Jato", porque, segundo ele, não existia corrupção em seu governo. Embora vinculado à direita, o movimento rompeu posteriormente com Bolsonaro e passou a fazer oposição à sua gestão.

Na live, Renan também disse que Flávio Bolsonaro "vive na mão do ministro Gilmar Mendes", do STF. "Ele salvou o Flávio várias vezes. Ele é grato", afirmou.

Gilmar Mendes foi o relator do processo que anulou provas colhidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) no inquérito das rachadinhas, que investigava o senador. Na ocasião, o ministro afirmou que os elementos haviam sido obtidos "ao arrepio da necessária autorização e supervisão judicial".

Procurado, Gilmar Mendes não se manifestou. O espaço segue aberto.

Renan Santos também afirmou que Flávio Bolsonaro teria atuado para enterrar a chamada "Lava Toga". "Vive fazendo negócio e lobby em Brasília. Ficou multimilionário roubando", disse.

A Lava Toga foi uma tentativa, em 2019, de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o chamado "ativismo judicial" de ministros de tribunais superiores, especialmente do Supremo Tribunal Federal

À época, Flávio Bolsonaro atuou para barrar a iniciativa. No então Partido Social Liberal (PSL), foi o único dos quatro senadores da legenda que não assinou o requerimento de abertura da CPI.

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