Presidente do MBL chama Flávio Bolsonaro de "ladrão vagabundo" e ameaça: "Traíra tem que morrer" Fotos: Reprodução / YouTube e Lula Marques/ Agência Brasil
O fundador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ambos são pré-candidatos à Presidência da República. Na live, Renan chamou o parlamentar de ladrão e traidor e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro precisa "ser destruído".
"Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro", disse. O vídeo é de dezembro e ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana.
Segundo pessoas ligadas ao senador, ele não deve adotar medidas judiciais sobre as declarações. A avaliação é que Renan Santos estaria atacando aliados do ex-presidente para ganhar visibilidade e crescer nas pesquisas. Procurado pelo Estadão via assessoria de imprensa, Flávio não comentou.
Durante a transmissão, o presidente do MBL afirmou ainda que Flávio Bolsonaro teria traído a "revolução" iniciada pelo movimento. "Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF", afirmou.
O MBL ganhou projeção nacional como oposição ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e como um dos principais entusiastas da Operação Lava Jato, ao organizar grandes manifestações de rua a partir de 2015.
Em 2019, investigações da Lava Jato apontaram que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O valor foi considerado incompatível com o patrimônio declarado de Queiroz. Também chamou a atenção dos investigadores o volume de saques em dinheiro e o recebimento de depósitos feitos por ao menos oito servidores do gabinete do então deputado estadual. O caso foi arquivado em 2022.
Em 2020, o então presidente Bolsonaro declarou que havia "acabado com a Lava Jato", porque, segundo ele, não existia corrupção em seu governo. Embora vinculado à direita, o movimento rompeu posteriormente com Bolsonaro e passou a fazer oposição à sua gestão.
Na live, Renan também disse que Flávio Bolsonaro "vive na mão do ministro Gilmar Mendes", do STF. "Ele salvou o Flávio várias vezes. Ele é grato", afirmou.
Gilmar Mendes foi o relator do processo que anulou provas colhidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) no inquérito das rachadinhas, que investigava o senador. Na ocasião, o ministro afirmou que os elementos haviam sido obtidos "ao arrepio da necessária autorização e supervisão judicial".
Procurado, Gilmar Mendes não se manifestou. O espaço segue aberto.
Renan Santos também afirmou que Flávio Bolsonaro teria atuado para enterrar a chamada "Lava Toga". "Vive fazendo negócio e lobby em Brasília. Ficou multimilionário roubando", disse.
A Lava Toga foi uma tentativa, em 2019, de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o chamado "ativismo judicial" de ministros de tribunais superiores, especialmente do Supremo Tribunal Federal
À época, Flávio Bolsonaro atuou para barrar a iniciativa. No então Partido Social Liberal (PSL), foi o único dos quatro senadores da legenda que não assinou o requerimento de abertura da CPI.
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A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
Segundo documentos, os valores declarados pelo ministro estão abaixo do preço de mercado e indicam que dois apartamentos foram cedidos a duas empregadas domésticas.
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