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Vereadores do PT são presos em operação contra financiamento de campanhas eleitorais por facção

As medidas judiciais também contemplam o afastamento cautelar de agentes públicos de suas funções, bem como o sequestro e o bloqueio de bens e de valores.

Ricardo Lélis

12 de março de 2026 às 19:10   - Atualizado às 19:10

Veradores do PT presos em operação da PF.

Veradores do PT presos em operação da PF. (Fotos: Divulgação e Reprodução/ Redes Sociais)

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) deflagrou, nesta quinta-feira, 12 de março, a Operação Traditori, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação no Vale do Jaguaribe, envolvida em lavagem de dinheiro, em tráfico de drogas, em financiamento ilícito de campanhas e em outros crimes eleitorais.

A investigação, iniciada após o compartilhamento legal de dados fornecidos pela Delegacia de Polícia Civil de Morada Nova e pela DPI Sul, revelou a existência de um esquema criminoso vinculado a uma facção responsável pela movimentação e pela ocultação de recursos de origem ilícita, posteriormente utilizados para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, evidenciando a infiltração do crime organizado na esfera pública.

Por determinação da 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza/CE, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, dentre os quais cinco são destinados a vereadores, sendo três deles do PT, além de 30 mandados de busca e apreensão, executados na Câmara Municipal, em endereços residenciais e empresariais dos investigados.

Os vereadores presos foram:

  • Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT) - presidente da Câmara de Morada Nova;
  • Lucia Gleidevania Rabelo - Gleide Rabelo (PT) - secretária da mesa diretora da Câmara;
  • Claudio Roberto Chaves da Silva - Cláudio Maroca (PT);
  • José Regis Nascimento Rumão (PP) e
  • José Gomes da Silva Júnior - Júnior do Dedé (PSB).

As medidas judiciais também contemplam o afastamento cautelar de agentes públicos de suas funções, bem como o sequestro e o bloqueio de bens e de valores, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e de assegurar a efetividade da persecução penal.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará – FICCO/CE – é composta pela Polícia Federal (PF), Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE),  Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Polícia Militar do Ceará (PMCE), Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP) e Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE).

Polícia Federal

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