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Traficante sul-coreano de metanfetamina foragido no Brasil é preso após ordem de Moraes

Segundo decisão de Moraes, o escritório da Interpol na Coreia incluiu a notificação vermelha contra o homem em junho de 2023, após ser considerado fugitivo.

Gabriel Alves

30 de janeiro de 2026 às 08:11   - Atualizado às 08:18

RG de traficante sul-coreano e ministro Alexandre de Moraes, do STF.

RG de traficante sul-coreano e ministro Alexandre de Moraes, do STF. Fotos: PF/Reprodução e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

Um traficante sul-coreano de 54 anos, identificado como Myung Soo Kim, foi preso na manhã da quinta-feira, 29 de janeiro, pela Polícia Federal (PF), em São Paulo. O homem estava foragido no Brasil após ser acusado, por autoridades da Coreia do Sul, de planejar transportar metanfetamina da Tailândia para seu país de naturalidade, em 2022.

O governo sul-coreano havia pedido a inscrição do traficante na lista de foragidos da Difusão Vermelha. Ele também foi alvo de um mandado de prisão para extradição pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento foi expedido no dia 8 de janeiro.

De acordo com a decisão de Moraes, o escritório da Interpol na Coreia incluiu a notificação vermelha contra o homem em junho de 2023, após ser considerado fugitivo por responder a um processo penal por tráfico internacional de drogas.

Segundo a autoridade local, Myung Soo Kim e mais cinco envolvidos planejaram o esquema de tráfico de metanfetamina da Tailândia para o país sul-coreano, em outubro de 2022. Cerca de 50 kg do entorpecente foram transportados de Bangkok para a Coreia em latões de aço inoxidável, dentro de um contêiner.

A carga veio a chegar ainda em dezembro de 22 pelo navio Heunga Hochiminh, até o Porto de Busan, localizado no sudeste do país, que funciona como um ponto de transbordo essencial entre Japão, China e certas rotas para Europa e América.

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A legislação da Coreia do Sul prevê, para o crime de tráfico de drogas, uma pena máxima de 10 anos de prisão.

Da redação do Portal com informações do Metrópoles.

Chileno preso

A manutenção do chileno Mauricio Hernández Norambuena em prisão solitária por mais de quatro anos levou à condenação do Brasil pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A decisão, divulgada na última sexta-feira, 23 de janeiro, aponta que o país violou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

Norambuena foi preso em 2002 e condenado a 30 anos de prisão pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto. Entre 2002 e 2006, ele permaneceu em regime de isolamento e incomunicabilidade em presídios brasileiros. Para a CIDH, o período foi excessivo e não teve justificativa adequada.

Depois de passar por diferentes unidades prisionais no Brasil, o chileno foi extraditado para o Chile em 2019. No país de origem, médicos identificaram diversos impactos do isolamento prolongado em sua saúde física e mental, conforme informou a Defensoria Pública da União (DPU), responsável por sua defesa no caso.

Segundo a DPU, Norambuena desenvolveu problemas como hipertensão, vertigem, tremores no corpo, ansiedade, depressão e um tumor na garganta, condições associadas às circunstâncias em que cumpriu parte da pena.

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