Senador do PDT, Weverton Rocha. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, está entre os investigados na nova etapa da operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 18 de dezembro. A ação apura suspeitas de irregularidades relacionadas a descontos associativos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Weverton é vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atua como relator de temas de grande relevância no Senado, entre eles a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a proposta de revisão da Lei do Impeachment.
Nesta fase da operação, a Justiça autorizou o cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão, além de 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
As diligências acontecem simultaneamente nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal, a ofensiva desta quinta-feira busca aprofundar as investigações sobre possíveis crimes de inserção de informações falsas em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário e práticas de ocultação e dilapidação de patrimônio.
Em atualização
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comentou na segunda-feira, 15 de dezembro, a menção ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, um dos filhos do presidente Lula (PT) no contexto das investigações que apuram irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A citação surgiu a partir do depoimento de um ex-funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Segundo o relato, o lobista teria efetuado um pagamento de R$ 25 milhões ao filho do presidente da República, além de manter o repasse de uma suposta “mesada” no valor aproximado de R$ 300 mil.
Questionado por jornalistas sobre o caso, Andrei Rodrigues afirmou que não pode fornecer detalhes sobre inquéritos que tramitam sob sigilo.
“Eu não posso fulanizar e falar detalhes de investigações que não tenho detalhes. E já citei aqui também, Tácio, muito claramente antes da sua pergunta, que não basta uma pessoa ser citada para ela ser considerada investigada ou não investigada. Então, eu desconheço esse detalhe desse processo, creio que o processo está sob sigilo, e que infelizmente surgiu essa possibilidade, mas não posso comentar pelo sigilo da investigação”, afirmou Andrei Rodrigues.
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Ele estava internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais, para onde foi levado após ser preso no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes.
Alvo da Operação Compliance Zero, pastor e advogado é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e manipulação financeira.
O banqueiro também mantinha interlocução próxima com dois servidores que ocupavam posições estratégicas no Banco Central (BC).
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