Lulinha e o Careca do INSS. (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais e Lula Marques/Agência Brasil)
A Polícia Federal (PF) investiga Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", com base em material apreendido em seu celular, incluindo conversas com Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A informação é da coluna Andreza Matais, do Metrópoles.
Segundo a matéria, Edson Claro Medeiro Júnior, ex-funcionário de Antônio e empresário, entregou informações à PF, somando mais de 70h de depoimentos, onde relata o pagamento de uma suposta mesada de R$300 mil a Lulinha e o pagamento de mais R$25 milhões.
As apurações incluem mais de mil páginas de documentos, além de áudios e conversas de WhatsApp, que ajudam a traçar o caminho de parte do dinheiro do Careca do INSS.
Lulinha teria sido contratado para atuar na empresa de cannabis medicinal World Cannabis, onde Edson era diretor-executivo.
A investigação inclui documentos, áudios e conversas de WhatsApp, e apura a participação de Lulinha como sócio oculto da empresa em Portugal, que visava vender esses produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou indícios, apurados pela Polícia Federal, de que Fábio Luís Lula da Silva, 50 anos, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Marisa Letícia, teria mantido relação de proximidade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde 12 de setembro de 2025. As informações foram divulgadas pelo Poder360.
Segundo o site, um depoimento considerado relevante sobre o esquema de fraudes na Previdência relatou que Fábio Luís, conhecido como Lulinha, teria recebido valores do Careca do INSS.
O relato menciona aproximadamente 25 milhões (sem especificar a moeda) e pagamentos mensais de “cerca de R$ 300 mil”, caracterizados como uma “mesada”. O período em que os repasses teriam ocorrido não foi detalhado.
Ainda de acordo com depoimentos colhidos nas investigações, o filho do presidente também teria realizado viagens a Portugal ao lado de Antônio Carlos Camilo Antunes.
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A suspeita surgiu após investigadores identificarem uma coincidência entre repasses feitos pelo "Careca do INSS" a uma empresa ligada a uma amiga do filho do presidente.
Esquema envolvia obtenção de provas, envio de respostas e intermediação de gabaritos. De acordo com a PF, o grupo teria atuado em diferentes seleções.
O detido encontra-se em processo final de exclusão dos quadros da corporação. Contra ele, haviam dois mandados de prisão preventiva.
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