Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Corregedoria da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro instaurou um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas ao serviço, o que pode caracterizar abandono de cargo na corporação, onde ocupa o posto de escrivão.
O procedimento foi aberto na última terça-feira (27) e pode resultar na demissão do servidor. Para analisar o caso, foi formada uma comissão responsável pela apuração das condutas atribuídas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a Polícia Federal, o novo processo difere de outro procedimento administrativo instaurado em setembro do ano passado contra Eduardo Bolsonaro. Por se tratar de um rito sumário, a apuração sobre as faltas injustificadas deve ser concluída em prazo mais curto.
Segundo portaria da Corregedoria da PF no Rio de Janeiro, o processo administrativo irá investigar a responsabilidade de Eduardo Bolsonaro por ter se ausentado, de forma supostamente intencional e sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado federal, ocorrida em 18 de dezembro de 2025.
No dia 2 de janeiro, A PF determinou que Eduardo Bolsonaro retornasse imediatamente ao exercício do cargo efetivo de policial federal.
Ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) declara a cessação do afastamento para o cumprimento do mandato eletivo a partir de 19 de dezembro de 2025 e determina que Eduardo volte à sua lotação de origem, que é o Estado do Rio de Janeiro.
O ato diz ainda que "a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis".
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde março do ano passado. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o seu mandato.
A cassação ocorreu porque o parlamentar deixou de comparecer a, pelo menos, um terço das sessões deliberativas da Câmara na sessão legislativa.
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Ele estava internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais, para onde foi levado após ser preso no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes.
Alvo da Operação Compliance Zero, pastor e advogado é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e manipulação financeira.
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