Primeira-dama de João Pessoa e prefeito. Foto: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
A primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, foi presa na manhã deste sábado, 28 de setembro, durante a deflagração da Operação Território Livre, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação também resultou na prisão de Tereza Cristina Barbosa Albuquerque, que seria secretária da primeira-dama, e incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Esta ação faz parte da terceira fase da operação, que investiga crimes de aliciamento violento de eleitores e a formação de organizações criminosas relacionadas às eleições municipais.
A Operação Território Livre contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-PB) e teve como base materiais coletados nas fases anteriores. As diligências deste sábado visam complementar as provas sobre os crimes, focando na autoria, materialidade e circunstâncias envolvidas.
O pastor Dirlei Paiz (PL), candidato a vereador em Blumenau (SC), foi preso pela Polícia Federal (PF) na última segunda-feira, 16 de setembro.
O mandado de prisão foi expedido em 29 de agosto, depois que o pastor descumpriu uma medida restritiva e fez postagens nas redes sociais. Ele era considerado foragido pela PF.
Jair Santos, advogado de Paiz, disse que ele "não era foragido".
"Quando a polícia cumpriu o mandado, o encontrou e ele não rompeu sua tornozeleira e se apresentava semanalmente ao fórum. Ele estava na rua fazendo campanha, perto de sua casa", disse.
Dirlei Paiz, alvo da Operação Lesa Pátria, foi levado para o Presídio Regional de Blumenau. O candidato já havia sido preso em agosto de 2023 por participar de acampamentos em frente a um batalhão do Exército e pedir uma intervenção militar no País, além de ser acusado de financiar os atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele foi solto em dezembro do ano passado.
O pastor teve que usar tornozeleira eletrônica e foi impedido de usar suas redes sociais, após ser solto. Porém, em agosto de 2024, fez uma publicação sobre sua campanha à Câmara Municipal de Blumenau.
Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu que a defesa se manifestasse, mas a Corte não aceitou os argumentos apresentados.
Então, no dia 29 do mesmo mês, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão. O candidato foi preso enquanto entregava santinhos de sua campanha na região central da cidade, próximo à casa dele.
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A suspeita surgiu após investigadores identificarem uma coincidência entre repasses feitos pelo "Careca do INSS" a uma empresa ligada a uma amiga do filho do presidente.
Esquema envolvia obtenção de provas, envio de respostas e intermediação de gabaritos. De acordo com a PF, o grupo teria atuado em diferentes seleções.
O detido encontra-se em processo final de exclusão dos quadros da corporação. Contra ele, haviam dois mandados de prisão preventiva.
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