Deputada federal Clarissa Tércio Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A Procuradoria-Geral da República (PGR) reafirmou nesta terça-feira, 15 de outubro, o pedido de arquivamento do inquérito que apura o envolvimento da deputada federal licenciada Clarissa Tércio (PP-PE) nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, encaminhou a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Investiga-se a deputada por uma possível incitação aos ataques, relacionada a um post em redes sociais.
Em maio de 2023, a PGR já havia pedido o arquivamento, sob a gestão de Augusto Aras, alegando ausência de crime por parte da deputada.
Com Gonet no comando, a PGR solicitou informações adicionais à Polícia Federal (PF) para confirmar se a parlamentar estava em Brasília durante os ataques.
Informações obtidas indicam que ela estava em um resort na praia de Muro Alto, Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, com sua família.
Clarissa Tércio é alvo de investigação devido a um post no Instagram que louvava os acontecimentos de 8 de janeiro.
No vídeo postado, uma manifestante dizia:
“Acabamos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todo povo está aqui em cima. Isso vai ficar para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos”.
Segundo seu depoimento à PF, ela repostou um vídeo recebido por WhatsApp.
A PF concluiu em seu relatório final que a conduta da deputada configurava um "crime de opinião", cabendo à PGR a decisão sobre a adequação penal.
A parlamentar se licenciou do cargo para disputar a Prefeitiura do Jaboatão dos Guararapes nas Eleições 2024. Clarissa ficou em segundo lugar no pleito, conquistanto 65.400 votos, 20,23% no total e não conseguiu levar a disputa para o segundo turno.
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