Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal (PF) encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um relatório que detalha a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.
O documento também abre espaço para a análise de registros que mencionam o ministro Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes a Moraes.
Entre os diálogos, há menções a pagamentos que indicariam proximidade entre o ministro e o empresário.
Em dezembro, veio a público que Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, firmou contrato com o banco prevendo repasses de R$ 129 milhões ao longo de três anos para atuação junto a órgãos dos três Poderes.
Segundo O Globo, até o momento não foram identificadas evidências de serviços compatíveis com o valor estipulado, e nem ela nem Moraes detalharam o acordo.
Ainda conforme a reportagem, o relatório que envolve Moraes não foi oficialmente encaminhado a Fachin. Havia a avaliação de que, caso o material permanecesse sob a relatoria de Toffoli — que anteriormente conduzia o caso e proferiu decisões divergentes da linha defendida pela PF —, poderia haver arquivamento.
Com a saída de Toffoli da relatoria, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, alterando o cenário no tribunal e ampliando a pressão sobre os investigados.
O Senado Federal recebeu, em janeiro deste ano, o primeiro pedido formal de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relacionado ao chamado caso Banco Master.
A solicitação foi protocolada por um cidadão comum e tem como principal fundamento um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 129 milhões.
De acordo com o documento apresentado ao Senado, o autor sustenta que a relação comercial configuraria um grave conflito de interesses, além de possível violação aos princípios da moralidade administrativa e do decoro exigidos de membros da Suprema Corte.
O pedido também menciona suposto enriquecimento indireto, ao apontar que o vínculo contratual envolveria familiar direto de um ministro do STF.
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