PF atende pedido de Lewandowski e abre inquérito contra Bolsonaro por fake news contra Lula. Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) abriu, no mês passado, um inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suspeita de disseminar fake news e cometer crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A apuração começou depois que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhou um pedido formal ao diretor-geral da PF, Andrei Passos, solicitando que o caso fosse analisado.
O episódio que motivou a investigação envolve a divulgação, no canal de WhatsApp de Bolsonaro, de um conteúdo que associava Lula à morte de pessoas LGBTQIA+. A publicação foi apontada como falsa e ofensiva pelas autoridades.
A informação chegou ao Ministério da Justiça por meio de uma notícia-crime apresentada ao Ministério Público Federal (MPF) por um cidadão russo-brasileiro. No documento, ele relatou que o ex-presidente teria compartilhado a acusação em seu canal, atribuindo responsabilidade ao atual presidente por crimes dessa natureza.
O MPF recebeu a denúncia e decidiu encaminhá-la para análise da pasta comandada por Lewandowski.
A partir desse encaminhamento, a PF instaurou o inquérito para apurar os fatos. O procedimento investiga possíveis crimes contra a honra do chefe do Executivo e a propagação de informações falsas, tipificada no Código Penal. Investigadores pretendem identificar o alcance que a postagem teve e em quais circunstâncias ela foi feita.
As autoridades também avaliam o contexto em que a publicação surgiu, observando se ela se encaixa em padrões de comportamento repetidos ou em estratégias de comunicação adotadas pelo ex-presidente. A análise do conteúdo inclui verificar a origem das informações e as possíveis intenções por trás da postagem.
Embora a PF ainda esteja na fase inicial de coleta de dados, o caso já se soma a outras investigações envolvendo Bolsonaro e o uso de redes sociais para divulgar mensagens que possam se enquadrar como desinformação.
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Candidato do PT chegou ao local de votação acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad.
Candidato do PL chegou para votar ao lado da esposa Fernanda Bolsonaro, na Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.
A eleição de 2026 foi marcada por uma série de medidas judiciais contra informações falsas, especialmente publicações nas redes sociais.
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