Marília Arraes e Gilson Machado. Arte: Portal de Prefeitura
O instituto Alfa Inteligência divulgou uma nova pesquisa sobre a disputa ao Senado em Pernambuco, que chamou atenção por não incluir dois nomes importantes da política estadual: Marília Arraes (Solidariedade) e Gilson Machado (PL). O levantamento avaliou apenas cenários estimulados, nos quais os eleitores recebem uma lista de candidatos, sem oferecer opção de resposta espontânea, que poderia capturar a lembrança natural de ambos.
Marília Arraes, ex-deputada federal e vice-presidente nacional do Solidariedade, foi lançada como pré-candidata ao Senado durante a oficialização da federação do seu partido com o PRD, em junho. Apesar de sua articulação política em andamento, seu nome não aparece nos cenários apresentados pela pesquisa.
Gilson Machado, ex-ministro do Turismo e filiado ao PL, também não foi incluído no levantamento. O ex-ministro já sinalizou interesse em disputar uma vaga, mas o PL ainda discute internamente a definição de seu candidato, já que Anderson Ferreira, ex-prefeito, é outro nome cotado pela legenda.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores em 56 cidades pernambucanas, entre os dias 17 e 21 de novembro, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Entre os nomes que aparecem na pesquisa estão Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos), Anderson Ferreira (PL), Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (MDB) e Jô Cavalcanti (PSOL), dependendo do cenário considerado. Humberto Costa lidera em todos os cenários, com percentuais variando entre 19% e 22%.
A ausência de Marília Arraes e Gilson Machado evidencia uma limitação das pesquisas estimuladas, que podem não refletir totalmente o sentimento do eleitorado, já que não captam nomes lembrados espontaneamente. Pesquisas com cenário espontâneo costumam indicar apoio a candidatos que não aparecem nas listas pré-definidas.
O levantamento reforça a importância de considerar a metodologia utilizada em pesquisas eleitorais para entender com mais precisão a intenção de voto, especialmente em uma disputa competitiva como a do Senado em Pernambuco.
“Acaba de sair uma nova pesquisa. Da outra vez que omitiram o meu nome e o da pré-candidata da esquerda, aconteceu o efeito rebote: organicamente, nosso nome foi comentado em todos os blogs pagos que divulgaram a pesquisa. Se eles pensam que isso nos atrapalha, estão enganados. Isso só nos ajuda. Curiosidade: dá uma olhadinha nos comentários, só aparece nosso nome!"
"Isso só faz crescer a nossa presença, porque a gente tem algo que eles não têm: rede social e engajamento. Não tem quem tire isso da gente. E sabe de uma coisa? ELES SABEM DISSO!”
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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