O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios brasileiros nos dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Ex-presidente Bolsonaro e o presidente Donald Trump. Foto: Agência Brasil
Uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no sábado, 16 de agosto, apontou como os brasileiros enxergam a responsabilidade pelo tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos contra produtos nacionais. O levantamento revela que a maior parte dos entrevistados associa o problema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo os dados, 35% das pessoas ouvidas afirmaram que Lula é o principal responsável pelo aumento das tarifas. Já 22% relacionaram a questão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 17% mencionaram o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como figura ligada ao episódio.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também apareceu na pesquisa. Para 15% dos entrevistados, ele tem ligação direta com as medidas adotadas pelo governo norte-americano. Além desses números, 3% não atribuíram culpa a nenhuma dessas figuras, 1% disseram que todos têm responsabilidade e 7% não souberam responder.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios brasileiros nos dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O Brasil enfrenta, desde o início de agosto, uma nova taxação imposta pelos Estados Unidos. O governo norte-americano anunciou um adicional de 40% sobre os produtos brasileiros que entram no país. A medida se soma a outra, de 10%, decretada em abril. Na prática, o Brasil passou a pagar 50% em impostos sobre os bens exportados para o mercado americano.
O presidente norte-americano Donald Trump justificou a decisão com uma série de argumentos. Entre eles, mencionou supostas violações de direitos fundamentais no Brasil, que, segundo ele, estariam ligadas à atuação do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado se tornou alvo de críticas de aliados de Bolsonaro após medidas tomadas em processos que investigam ataques à democracia e às instituições.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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