Lula e Flávio Bolsonaro. Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado
Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30 de março, revela um cenário de forte divisão entre os eleitores brasileiros na corrida presidencial. A pesquisa, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, mostra que dois nomes concentram os maiores índices de rejeição entre os entrevistados e reforçam o ambiente de polarização política no país.
De acordo com os dados, 49% dos eleitores afirmam que não votariam em Luiz Inácio Lula da Silva “de jeito nenhum”. Ao mesmo tempo, 48% dizem a mesma coisa sobre Flávio Bolsonaro. Os números colocam os dois políticos praticamente empatados no quesito rejeição e indicam que grande parte do eleitorado já tem posição firmada contra ambos.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 27 e 29 de março de 2026. Os pesquisadores aplicaram entrevistas com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07875/2026.
Além dos dois nomes que lideram a rejeição, o estudo também mediu a resistência do eleitorado a outros possíveis pré-candidatos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, registram 31% de rejeição cada. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aparece com 34%.
Os números mostram que, embora outros nomes também enfrentem resistência, a distância em relação aos índices atribuídos a Lula e Flávio Bolsonaro chama atenção. A diferença indica que o debate político nacional segue marcado por posições muito firmes e pouco espaço para neutralidade entre parte significativa dos eleitores.
O cenário revelado pela pesquisa indica que a rejeição se tornou um fator central na leitura do ambiente eleitoral para 2026. O dado ajuda a entender como parte da população reage aos principais nomes que circulam no debate político atual. O eleitorado demonstra resistência consolidada e pouco volátil em relação a algumas lideranças.
A metodologia aplicada pela Nexus e pelo BTG Pactual reforça a intenção de mapear não apenas preferências, mas também barreiras eleitorais. Quando um eleitor afirma que não votaria em determinado nome “de jeito nenhum”, ele demonstra uma posição rígida que tende a influenciar diretamente o desenho das campanhas futuras.
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A programação segue com mais sete apresentações entre os dias 29 de março e 4 de abril. O período coincide com a Semana Santa.
A mudança coloca o pernambucano à frente de uma das pastas mais estratégicas. Atualmente, o ex-deputado comanda o Ministério da Pesca e Aquicultura.
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