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PCdoB pede retirada de projeto de Tábata Amaral que criminaliza críticas a Israel

Partido alega que PL 1424/2026 confunde antissemitismo com crítica política e visa "blindar" o Estado de Israel.

Portal de Prefeitura

09 de abril de 2026 às 17:27   - Atualizado às 17:36

Tabata Amaral e PCdoB

Tabata Amaral e PCdoB Foto Montagem/Portal de Prefeitura/ Câmara Federal/PCdoB

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) manifestou oposição formal ao Projeto de Lei nº 1424/2026, de autoria da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP). Em nota divulgada nesta quarta-feira (8 de abril de 2026), a legenda argumenta que a proposta, embora apresentada como uma ferramenta de combate ao antissemitismo, na prática busca criminalizar críticas às ações militares e políticas do Estado de Israel.

Para o PCdoB, o texto gera uma "ambiguidade jurídica" perigosa ao tentar equiparar o preconceito étnico-religioso à condenação de crimes de guerra e violações de direitos humanos.

Conflito de Definições e Ambiguidade Jurídica

O ponto central da crítica do partido é a tentativa de incorporar ao ordenamento jurídico brasileiro a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Segundo a nota da Comissão Executiva Nacional, essa definição é usada internacionalmente para "blindar" o governo de Benjamin Netanyahu.

O PCdoB ressalta que o racismo contra judeus já é tipificado como crime no Brasil pela Lei 7.716/1989 e defende que a nova proposta cria um mecanismo de silenciamento.

“A justa luta contra o antissemitismo não pode ser utilizada como ferramenta para restringir o direito à crítica, à livre expressão e manifestação e à solidariedade entre os povos”, afirma o texto do partido.

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Mobilização das Forças Progressistas

A direção nacional do PCdoB convocou sua militância, movimentos sociais e forças progressistas para uma campanha pela retirada imediata do projeto. O partido sustenta que a liberdade de expressão e a autodeterminação dos povos são pilares que não podem ser flexibilizados sob o pretexto de combater o racismo, o qual já possui legislação específica no país.

A nota também faz um alerta sobre a necessidade de enfrentar outras formas de preconceito, como a islamofobia e a xenofobia, que não seriam contempladas por essa proposta específica.

Pontos da Nota do PCdoB

  • Sionismo vs. Semitismo: O partido argumenta que o projeto atende a interesses do sionismo para encobrir o que classifica como genocídio contra o povo palestino.

  • Histórico Legal: Reitera que o antissemitismo já é punido pela lei brasileira de crimes resultantes de preconceito de raça e religião.

  • Solidariedade Internacional: O PCdoB se posiciona contra o que chama de "criminalização da solidariedade internacional" e defende a paz pautada na autodeterminação.

  • O projeto de Tábata Amaral segue em tramitação na Câmara dos Deputados e deve enfrentar forte resistência de alas da esquerda e de defensores da liberdade de expressão nas próximas semanas.

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