Pichação do PCC e ministro Kassio Nunes, do STF. Fotos: Reprodução e Carlos Moura/STF. Arte: Portal de Prefeitura
Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), revelou que ao menos um integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) tentou, sem sucesso, se aproximar do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), como aponta a coluna Na Mira, do Metrópoles.
De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), com 683 páginas de quebras telemáticas e imagens extraídas de celulares apreendidos, emissários foram enviados à Brasília para pleitear reuniões com o ministro. A tentativa, no entanto, não teve êxito.
A apuração aponta que Rodrigo Felício, conhecido como “Tiquinho”, driblava as barreiras de segurança da Penitenciária de Presidente Venceslau II, no interior de São Paulo, para enviar cartas manuscritas aos seus comparsas. As mensagens contavam com o auxílio da companheira do criminoso, que funcionava como “pombo-correio” durante as visitas.
Em uma dessas cartas, Tiquinho orientava sua filha sobre como deveria agir para se aproximar de Nunes Marques. Segundo o relatório, embora os diálogos tenham sido detectados, não há qualquer evidência de que o ministro tenha se encontrado com pessoas ligadas ao criminoso. Além disso, o próprio Nunes Marques rejeitou seis pedidos feitos pela defesa de Tiquinho como relator dos processos.
A investigação detalha ainda uma conversa, via WhatsApp, entre a filha de Tiquinho e a madrasta. Na mensagem, a jovem afirma:
“Participei de jantar em uma embaixada com meu namorado, que possui amigos que podem conseguir contatos e acesso ao ministro Kassio Nunes”.
Ela complementa que um “amigo” teria ficado de marcar uma reunião com o ministro e prometeu dar “resposta” no dia seguinte, após conversar com um "contato" no Supremo Tribunal Federal às 14h.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) é a maior organização criminosa do Brasil, com origem em São Paulo no início da década de 1990. Fundado dentro da Casa de Custódia de Taubaté, seu objetivo inicial era proteger os direitos dos presos e vingar a morte de companheiros em massacres, como o do Carandiru.
Com o tempo, o PCC expandiu suas atividades para o tráfico de drogas, roubo a bancos e controle de presídios. A facção é conhecida pela forte hierarquia, disciplina interna e capacidade de articulação nacional e internacional, especialmente em países da América do Sul. Atualmente, exerce grande influência tanto dentro quanto fora dos presídios brasileiros.
Da redação do Portal com informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.
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