Pernambuco, 05 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Pastores do MEC: CGU multa igreja evangélica Assembleia de Deus por esquema de propina

O caso investigou a influência de líderes religiosos no Ministério da Educação, permitindo que agissem como lobistas para obter vantagens.

26 de novembro de 2024 às 11:43   - Atualizado às 12:05

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização.

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização. Reprodução/Internet

A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou uma multa de R$ 6.994,71 à igreja evangélica Assembleia de Deus de Goiânia – Ministério Cristo Para Todos, devido ao envolvimento em um esquema de propina que beneficiou o ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro , Milton Ribeiro.

O caso, popularmente conhecido como "Pastores do MEC", investigou a influência de líderes religiosos no Ministério da Educação, permitindo que agissem como lobistas para obter vantagens indevidas.

"Pastores do MEC"

O caso ganhou notoriedade após a descoberta de que líderes religiosos teriam agido como lobistas no MEC, intermediando a liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em troca de propina.

Entre as acusações está a prática de custeio de passagens aéreas para o ex-ministro, caracterizando “vantagem indevida”, segundo a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013). Outro ponto levantado pela CGU foi a distribuição de bíblias com a imagem de Milton Ribeiro como forma de retribuir benefícios obtidos.

Milton Ribeiro chegou a ser preso em junho de 2022 durante uma operação da Polícia Federal. O caso revelou um “gabinete paralelo” no MEC, controlado por pastores, que negociavam benefícios em troca de vantagens financeiras.

Veja Também

Além da multa da CGU, Ribeiro já havia sido punido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República com uma censura ética, uma sanção que mancha seu histórico profissional.

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização na gestão de recursos públicos.

Pastores envolvidos foram 28 vezes ao Planalto

Peças centrais no escândalo, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estiveram em pelo menos 28 ocasiões no Palácio do Planalto entre os anos de 2019 e 2022.

A dupla e o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ficaram presos por dois dias no ano passado. A maioria das visitas ocorreu na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas há registros da presença da dupla ou de um deles no Gabinete Adjunto de Agenda da Presidência da República, no Gabinete de Segurança Institucional e na Vice-Presidência.

Os registros das visitas estavam sob sigilo de 100 anos, decretados pelo governo Bolsonaro, mas foram revogados pelo governo Lula. A CNN obteve acesso aos dados via Lei de Acesso à Informação.

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

08:40, 05 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

João Campos ao lado de aliados
Mobiliza

João Campos comemora chegada de partido nanico sem representantes no Congresso e Alepe

Legenda oficializou apoio à candidatura do PSB ao Governo de Pernambuco durante convenção estadual realizada nesta terça-feira (4).

Vereadora do PSOL quer tornar Neymar "Persona Non Grata" em Belém.
Proposta

Vereadora do PSOL quer tornar Neymar "Persona Non Grata" em Belém após provocação a jogador do Remo

Torcedora do clube paraense, a parlamentar classificou o comportamento do atacante como "arrogância pura".

Romeu Zema e Eduardo Girão.
Eleições

Zema anuncia Eduardo Girão como vice em chapa presidencial: "pessoa decente e ficha limpa"

A definição ocorreu depois de uma série de conversas entre os dois políticos e integrantes da direção nacional do partido Novo.

mais notícias

+

Newsletter