Uma fala do pastor Nicoletti, da Igreja Recomeçar, vem gerando indignação entre fiéis Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Uma fala do pastor Nicoletti, da Igreja Recomeçar, vem gerando indignação entre fiéis, líderes religiosos e internautas após viralizar nas redes sociais. Em um culto transmitido ao vivo por suas plataformas digitais, o pastor diz que odeia pobres e ataca duramente ações de assistência social, como a doação de esmolas.
“Eu odeio pobre. Jesus nunca foi pobre. Isso é mentira. O pobre vive como vítima, sempre culpando quem tem mais”, afirmou o religioso em tom agressivo, misturando pregação bíblica com linguagem típica de palestras motivacionais. O trecho rapidamente se espalhou pela internet, causando espanto até entre seguidores do pastor.
Além da declaração de que “dar esmola é patrocinar a escravidão”, Nicoletti também fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “ladrão” e ironizando sua deficiência física com o termo “nove dedos”. “Só que não é só o ‘nove dedos’, não. Tem um monte de cristão ladrão dentro da igreja”, declarou, em referência direta à corrupção política e eclesiástica.
A repercussão foi imediata. Líderes evangélicos, influenciadores digitais e teólogos se manifestaram em repúdio ao conteúdo. A frase “pastor diz que odeia pobres” passou a ser discutida em fóruns religiosos e sociais, sendo classificada como elitista, preconceituosa e contrária aos princípios do Evangelho.
Para muitos críticos, o discurso de Nicoletti representa uma distorção ideológica da fé cristã, que historicamente defende a compaixão, a solidariedade e o cuidado com os marginalizados. “Jesus acolheu pobres, doentes e excluídos. Reduzir o sofrimento deles a ‘vitimismo’ é uma perversão da mensagem bíblica”, comentou uma pastora em vídeo nas redes.
A fala também acendeu um alerta sobre o uso do púlpito como palanque político, o que contraria os princípios de separação entre Igreja e Estado. Especialistas alertam para o risco da radicalização religiosa ao misturar fé com ideologias excludentes.
Até o momento, o pastor não se retratou. Mas o episódio reacende o debate sobre responsabilidade pastoral, discurso de ódio e o verdadeiro papel da fé na transformação social.
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