Em fevereiro, o religioso foi alvo da operação Tempus Veritatis, que executou 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva contra acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
Padre José Eduardo de Oliveira e Silva Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira, 21 de novembro, 37 pessoas em um inquérito sobre uma tentativa de golpe de Estado, incluindo o padre católico José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, em São Paulo.
Em fevereiro, o religioso foi alvo da operação Tempus Veritatis, que executou 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva contra acusados de envolvimento na tentativa de golpe no Brasil no dia 8 de janeiro de 2023.
O padre é conhecido por seus vídeos no Youtube, onde discute temas como guerra cultural, aborto e o impacto negativo de músicas e ícones pop na juventude.
O relatório final do inquérito, com mais de 800 páginas, foi finalizado nesta tarde e será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).
José Eduardo é mencionado como membro do núcleo jurídico do esquema. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, esse núcleo orientava os envolvidos no suposto golpe na redação de decretos que justificassem jurídica e doutrinariamente os interesses do golpe.
A Polícia Federal afirma que o padre participou de uma reunião em 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad, também indiciados, conforme registros do Palácio do Planalto.
Esse encontro fazia parte de uma série de discussões iniciadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para discutir a implementação de um regime de exceção constitucional com altos oficiais militares.
Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro, foi detido pela PF em fevereiro.
Durante a operação de fevereiro, informaram ao padre José Eduardo que ele deveria seguir medidas cautelares para evitar a prisão, incluindo a proibição de contato com outros investigados.
A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira, 21 de novembro o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado e organização criminosa.
O indiciamento faz parte do inquérito que investiga a tentativa de golpe de estado para manter Bolsonaro no poder, mesmo após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
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