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'Pelos servidores que acham um atentado ao serviço público', diz Osmar Ricardo sobre assinar CPI

O ex-vereador do PT é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Recife e perdeu o mandato logo após adeir ao requerimento.

Redação

04 de março de 2026 às 08:52   - Atualizado às 08:53

Osmar Ricardo e João Campos.

Osmar Ricardo e João Campos. Foto: Divulgação

Na terça-feira, 3 de março, o ex-vereador do Recife Osmar Ricardo (PT) se posicionou publicamente após assinar o pedido de abertura da chamada CPI do Fura-Fila, que pretende investigar o prefeito João Campos (PSB). A assinatura provocou reação imediata do Executivo municipal e resultou na saída de Osmar da Câmara.

Osmar ocupava o mandato como primeiro suplente da Federação formada por PT, PV e PCdoB. Ele assumiu a vaga depois que o prefeito nomeou o vereador eleito Marco Aurélio Filho (PV) para comandar a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude. Após a assinatura da CPI, João Campos exonerou Marco Aurélio da secretaria. Com isso, Osmar deixou automaticamente o cargo de vereador e Marco Aurélio voltou para Câmara.

A CPI do Fura-Fila quer apurar possíveis irregularidades em um concurso público da Prefeitura do Recife. O pedido investiga suspeitas de favorecimento e eventual mudança na ordem de classificação de candidatos já aprovados. O tema ganhou força nos bastidores da Câmara e mobilizou parlamentares para alcançar o número mínimo de assinaturas necessárias.

Osmar é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Recife foi o único vereador do PT a assinar o requerimento. Nas redes sociais, ele divulgou uma nota em que rebate críticas e nega qualquer alinhamento com a direita ou com o bolsonarismo. Ele afirmou que a CPI não pertence a nenhum grupo ideológico e que o objetivo da comissão é esclarecer os fatos.

No texto, Osmar defendeu que a investigação deve analisar a suposta alteração no resultado do concurso após a homologação. Ele destacou que a medida teria ocorrido por decisão administrativa. Ele também citou a repercussão nacional do caso e mencionou questionamentos sobre vínculos familiares do candidato apontado como beneficiado.

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O ex-vereador afirmou que atendeu a cobranças de servidores municipais, que consideraram o ato do prefeito um ataque ao serviço público. Ele declarou que construiu sua trajetória política ao lado dos trabalhadores da Prefeitura e que mantém compromisso com a defesa de um serviço público de qualidade.

Confira nota de Osmar Ricardo na íntegra:

"A CPI não é da direita nem do bolsonarismo. A CPI é do povo.

A alegada alteração do resultado do concurso no Recife teria ocorrido de forma aberta, por decisão administrativa, após a homologação do concurso.

A situação ganhou contornos ainda mais sensíveis diante da coincidência institucional envolvendo a anulação de investigações de corrupção relacionadas à Prefeitura e vínculos familiares do candidato beneficiado com integrantes do sistema de controle e com a amplitude da repercussão nacional.

O meu voto acompanha o da vereadora Jô Cavalcanti do PSOL, da vereadora Flávia de Nadegi do PV e da Federação Brasil da Esperança. Vereadoras progressistas e que estão alinhadas ao campo de esquerda. Sendo assim, é completamente infundada a tentativa de vincular a CPI ao bolsonarismo.

Meu recente posicionamento sobre assinar a nomeada CPI do Fura Fila fundamenta-se na minha militância política sindical e no meu compromisso, como vereador eleito por seis vezes, com o povo da cidade do Recife. Minha adesão à CPI foi uma resposta às cobranças dos servidores, que consideraram o ato do prefeito João Campos um atentado ao serviço público.

Não há, nem houve, incoerência na minha atitude.

Convém ressaltar que a CPI seria o momento fundamental para que as explicações necessárias para resolver esse problema fossem apresentadas e que os verdadeiros envolvidos nos fatos fossem identificados. E, assim, as cobranças da sociedade sanassem definitivamente.

A política não é feita olhando no retrovisor. Assim foi que João Campos e o PSB reconheceram como equivocadas suas declarações pretéritas, acusando o PT de ser formado na sua maioria por bandidos, e seu posicionamento no impeachment da presidente Dilma, levando a uma reaproximação com o Partido dos Trabalhadores. Mesmo assim, no último pleito eleitoral, o Prefeito João Campos e o PSB não demonstraram confiança com o PT para garantir a presença do partido na vice. No entanto, os gestos recentes não podem se sobrepor ao compromisso central da minha vida pública que sempre foi marchar na luta sindical com os servidores e servidoras da Prefeitura do Recife e defender um serviço público idôneo e de qualidade para o povo recifense.

Dado que agora estou desprovido do cargo de vereador, meu único compromisso é defender o povo do Recife, a dignidade e a melhoria das condições de trabalho dos servidores e servidoras municipais do Recife, e trabalhar incansavelmente para garantir a reeleição do Presidente Lula, do Senador Humberto Costa e a ampliação da nossas bancadas de deputadas e deputados estaduais e federais para continuar com o projeto de transformação da vida da classe trabalhadora brasileira."

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