Pernambuco, 05 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Vereador relaciona origem do Comando Vermelho à militância de esquerda dos anos 1970

O parlamentar afirma que convivência entre presos políticos e criminosos comuns na Ilha Grande deu origem à facção.

Portal de Prefeitura

03 de novembro de 2025 às 18:22   - Atualizado às 18:32

Comando Vermelho

Comando Vermelho Foto: Divulgação

O vereador Luiz Emanuel, de Vitória (ES), publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual afirma que o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país, teve origem na convivência entre militantes de esquerda e criminosos comuns nas prisões brasileiras durante a década de 1970.

No vídeo, que rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos, o parlamentar faz uma narrativa histórica sobre a formação da facção no presídio da Ilha Grande (RJ), conhecido à época como “o caldeirão do diabo”. Segundo ele, “dois mundos se encontraram dentro das celas: o da militância política e o do crime comum. Foi ali que nasceu o Comando Vermelho”.

Luiz Emanuel relata que, durante o regime militar, presos políticos muitos de classe média e alta escolaridade foram colocados para conviver com homens de origem pobre e com histórico de crimes violentos.

“Os militantes de esquerda ensinavam disciplina, organização e propósito. A ideologia encontrou o instinto do crime”, afirmou.

O vereador citou nomes de figuras conhecidas do período, como William da Silva Lima (“Professor”), Rogério Nuber (“Marechal”) e José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, apontados como lideranças dentro do presídio. Do outro lado, mencionou militantes como o jornalista Fernando Gabeira, o padre Alípio de Freitas e o sindicalista Cláudio Vieira de Souza, envolvidos em ações políticas, sequestros e assaltos a bancos.

Veja Também

“Para os militantes, o roubo era expropriação, um ato político, uma forma de financiar a revolução e atacar o capital burguês. Os ladrões ouviram e aprenderam”, disse no vídeo.

De acordo com Luiz Emanuel, essa convivência foi o ponto de partida para o que ele chama de “uma nova forma de poder que cresceu para fora das prisões”. Ele explica que o Comando Vermelho passou a agir como uma guerrilha, com hierarquia, códigos e até um lema inspirado na linguagem revolucionária: “Paz, Justiça e Liberdade.”

“O ideal mudou de rumo. O que antes era luta por ideias virou uma máquina de poder e de fabricar dinheiro”, afirmou o parlamentar, encerrando o vídeo com uma provocação:

“A revolução sonhada pela esquerda acabou ensinando o crime a dominar o país.”

A publicação de Luiz Emanuel reflete seu posicionamento conservador e crítico à esquerda, linha já presente em outros conteúdos compartilhados pelo vereador em suas redes.

O tema tratado no vídeo tem base em fatos históricos. Registros e estudos sobre o presídio da Ilha Grande, nas décadas de 1970 e 1980, mostram que a convivência entre presos políticos e criminosos comuns contribuiu para a formação de redes de solidariedade e disciplina elementos que influenciaram a estrutura de facções como o Comando Vermelho.

Entretanto, especialistas ressaltam que a consolidação dessas organizações se deu por uma combinação de fatores mais complexos, como superlotação carcerária, ausência do Estado e políticas de segurança pública repressivas, que acabaram fortalecendo o poder do crime dentro e fora dos presídios.

Com o vídeo, Luiz Emanuel reforça sua presença digital e mantém o tom combativo que tem marcado seus posicionamentos públicos, unindo discurso histórico e crítica política em suas redes.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:42, 05 Mar

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Lula e o Filho Lulinha.
Exposição

Lulinha movimentou mais de R$ 19 milhões em 4 anos, revela colunista após quebra de sigilo

O filho do presidente é investigado pela suspeita de ser sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Vereadoras do Psol e do PL batem boca sobre homenagem a funkeira Ludmilla:  'É crime ser branco'
Vídeo

Vereadoras do Psol e do PL batem boca sobre homenagem a funkeira Ludmilla: 'É crime ser branco'

A discussão ocorreu entre Benny Briolly (PSOL) e a vereadora Fernanda Loubac (PL), que se posicionou contra a concessão do título de cidadã niteroiense à artista.

Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Contato

Vorcaro relatou encontro com Alexandre de Moraes em troca de mensagens com a namorada

Em um dos trechos da conversa, o dono do Banco Master disse que chegou a fazer com ela uma chamada de vídeo exibindo a presença do ministro do STF.

mais notícias

+

Newsletter