Irmão de Lula, Frei Chico. Foto: Divulgação
A oposição negou ter feito qualquer acordo com o governo para proteger o irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS. (Veja vídeo abaixo)
A reação veio após a circulação de rumores sobre um suposto acerto entre parlamentares para evitar a convocação de familiares do presidente.
Líderes da oposição chamaram a acusação de “fake news absurda” e garantiram que não haverá proteção a ninguém nas investigações.
Veja vídeo:
O boato começou quando aliados do governo na CPMI teriam articulado um acordo para impedir a convocação de Frei Chico, irmão de Lula. Ele ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), uma das entidades investigadas pela Polícia Federal.
Durante entrevista coletiva na terça-feira, 26 de agosto, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do partido Podemos de Minas Gerais, confirmou que houve consenso entre os membros da comissão. Segundo ele, foi acertado com o relator Alfredo Gaspar, deputado do União Brasil de Alagoas, além de integrantes do governo e da oposição, que não haverá convocações de cunho político.
Carlos Viana afirmou que o objetivo da comissão é focar na investigação técnica e evitar disputas ideológicas dentro da CPMI.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS convocou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestar esclarecimentos sobre a condução das apurações. As informações são de Igor Gadelha, do site Metrópoles.
A convocação foi protocolada pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), que quer explicações sobre a ausência de investigação contra José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT).
Frei Chico, que é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), foi citado em denúncias relacionadas ao esquema de fraudes em benefícios do INSS. No entanto, segundo declaração do próprio Andrei Rodrigues, feita em abril, nem o sindicato nem o irmão do presidente estão inseridos nas investigações conduzidas pela PF.
A oposição pressiona por isonomia nas apurações e cobra explicações sobre o que considera uma possível omissão da Polícia Federal no caso.
"As declarações repercutiram nacionalmente e suscitaram controvérsia sobre o escopo das investigações, os critérios técnicos adotados para seleção de alvos, a motivação para determinadas medidas cautelares e a governança de dados compartilhados com INSS, Dataprev e CGU", afirma o senador no requerimento de convocação.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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