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Operação da PF contra os Coelhos: defesa comenta o caso

Segundo a investigação, uma organização criminosa teria direcionado contratos públicos para empresas ligadas ao grupo.

Redação

25 de fevereiro de 2026 às 12:20   - Atualizado às 12:21

Operação da PF contra família Coelho.

Operação da PF contra família Coelho. Foto: Divulgação

O advogado André Callegari, responsável pela defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Filho, informou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, que a equipe jurídica ainda não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal.

Em nota enviada à CNN Brasil, a defesa afirmou que os mandados foram cumpridos sem que os advogados tivessem acesso aos fundamentos que justificaram as medidas cautelares. 

"Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares e após o acesso aos autos a defesa irá se manifesta", diz o comunicado.

A Operação Vassalos apura suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de emendas parlamentares. A investigação inclui integrantes da família Coelho entre os alvos.

Além de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, também foi alvo de busca e apreensão o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Porém, a sua defesa não divulgou posicionamento público.

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Sobre a operação

A Polícia Federal iniciou a operação nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, com o cumprimento de 42 mandados autorizados pelo STF. As ordens judiciais alcançam endereços em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. O Supremo autorizou as medidas porque o caso envolve autoridades com foro por prerrogativa de função.

Segundo a investigação, uma organização criminosa teria direcionado contratos públicos para empresas ligadas ao grupo investigado. A Polícia Federal sustenta que o esquema envolveu manipulação de processos licitatórios, prática que prejudica a concorrência e compromete a legalidade das contratações feitas pelo poder público.

Os investigadores analisam contratos financiados com recursos de emendas parlamentares que teriam beneficiado a prefeitura de Petrolina, em Pernambuco. As emendas permitem que parlamentares destinem verbas do orçamento federal para estados e municípios. A suspeita recai sobre o uso irregular desses valores em contratos públicos.

A Polícia Federal afirma que encontrou indícios de direcionamento de licitações, com possível favorecimento de empresas previamente escolhidas. A corporação também apura suspeitas de corrupção, com a hipótese de pagamento de vantagens indevidas a partir dos valores desviados.

A investigação inclui ainda suspeitas de lavagem de dinheiro. Os agentes analisam movimentações financeiras e possíveis tentativas de ocultar a origem dos recursos. A operação mobiliza equipes em vários estados de forma simultânea. Os policiais realizam buscas para recolher documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam contribuir para a produção de provas.

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