Desde 1992, anualmente, Cuba solicita o fim do embargo unilateralmente imposto em plena Guerra Fria pelo presidente John F. Kennedy, com o objetivo de sufocar o regime comunista cubano.
03 de novembro de 2023 às 13:31
A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução com 187 votos a favor, instando ao término do embargo de seis décadas imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. Embora seja uma vitória moral para a ilha, é importante destacar que a resolução não tem caráter vinculante. Os Estados Unidos e Israel se posicionaram contrários à resolução “Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. Na votação, A Ucrânia se absteve. Leia também: >>>ISRAEL X HAMAS: ONU aprova RESOLUÇÃO que pede LIBERAÇÃO de reféns e TRÉGUA IMEDIATA A resolução reafirma o princípio da "igualdade entre Estados, da não intervenção e não interferência em assuntos internos, bem como a liberdade de comércio e navegação internacional". Além disso, o texto expressa sua inquietação com a continuidade na promulgação e aplicação de leis como a Helms-Burton dos Estados Unidos (em vigor desde 1996), que tem efeitos extraterritoriais sobre indivíduos e empresas envolvidas em negócios com Cuba.
“O bloqueio é um ato de guerra econômica em tempos de paz”, delcarou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, na tribuna, lembrando que “mais de 80% da população cubana só viveram” sob o regime de sanções unilaterais americanas.
Desde 1992, anualmente, Cuba leva resoluções à Assembleia Geral da ONU, solicitando o fim do embargo unilateralmente imposto em plena Guerra Fria pelo presidente John F. Kennedy, com o objetivo de sufocar o regime comunista cubano. Embora os governos cubano e americano tenham iniciado um processo de normalização das relações diplomáticas em 2015, durante a administração de Barack Obama, o embargo ainda está em vigor e é amplamente considerado o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba. O regime cubano reprimiu vigorosamente as manifestações anti-governamentais ocorridas em julho de 2021, resultando em mais de 1.000 detidos e forçando outros a se exilarem. No entanto, essa repressão não contribuiu para a mudança esperada na administração democrata de Joe Biden, após as políticas rigorosas de seu antecessor, Donald Trump. As autoridades cubanas estimam que o embargo de seis décadas causou perdas econômicas superiores a 159 bilhões de dólares (equivalente a 795 bilhões de reais na cotação atual) para sua economia. Só entre março de 2022 e fevereiro de 2023, o bloqueio teria provocado perdas de 4,86 bilhões de dólares (24,28 bilhões de reais). Sem o embargo, afirmam, a economia teria crescido 9%. A migração é “um efeito direto da intensificação do bloqueio”, alertam, em um folheto distribuído à imprensa.
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