A fala foi feita por Ishaan Tharoor em um artigo que analisou as tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países após a imposição de tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.
Trump e Lula. Fotos: Reprodução/Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O colunista Ishaan Tharoor, do jornal The Washington Post, afirmou que o "bullying" de Donald Trump contra o Brasil está gerando o efeito oposto ao esperado.
"O bullying de Trump contra Brasil está saindo pela culatra": assim resume Ishaan Tharoor, colunista de assuntos internacionais do jornal americano "The Washington Post".
O comentário foi feito em um artigo que analisou as tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países após a imposição de tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.
As taxas chegaram a 50% e afetaram setores relevantes da economia nacional. Trump alegou desequilíbrio nas relações comerciais para justificar a decisão, mas, segundo o Post, os Estados Unidos mantêm superávit no comércio com o Brasil, o que enfraquece o argumento usado pela Casa Branca.
A reportagem destacou que, diferentemente de países vizinhos, a economia brasileira tem maior capacidade de resistir às pressões externas. Segundo o jornal, o Brasil não seguiu o mesmo caminho de outras nações da América Latina que cederam a Washington, em parte porque possui uma estrutura econômica mais robusta e diversificada.
Esse cenário reduziu a eficácia das ameaças tarifárias de Trump e gerou reações inesperadas dentro do próprio governo americano, com críticas à estratégia adotada.
O artigo indicou que, além do aspecto comercial, há uma tentativa clara de interferência política por parte do governo Trump. Segundo o jornal, o verdadeiro interesse dos Estados Unidos estaria ligado à defesa de Jair Bolsonaro, que responde a processos no Brasil.
A gestão Trump teria articulado medidas para tentar suspender essas ações judiciais. Entre elas, a suspensão dos vistos americanos do ministro Alexandre de Moraes, de outros magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral Paulo Gonet.
A decisão de aplicar sanções a membros do Judiciário brasileiro provocou desconforto entre diplomatas. Um funcionário do Departamento de Estado, que falou sob anonimato, declarou ao Washington Post que a atitude da Casa Branca compromete a imagem dos Estados Unidos como defensores da democracia.
Ele classificou como grave o fato de um governo estrangeiro punir juízes de outro país por decisões judiciais que não agradam politicamente, o que pode abrir precedentes preocupantes no cenário internacional.
A tensão com os Estados Unidos acabou beneficiando politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Post apontou que pesquisas recentes revelam um aumento no apoio ao governo brasileiro diante da tentativa de intimidação vinda da gestão Trump.
Lula, segundo o jornal, soube aproveitar a situação e passou a se apresentar como defensor da soberania nacional. O gesto repercutiu entre eleitores e também em setores empresariais, antes mais próximos da oposição.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos afetaram diretamente os interesses de grandes grupos econômicos brasileiros. Esses setores, tradicionalmente críticos ao governo Lula, começaram a rever seus posicionamentos diante dos prejuízos causados pelas medidas americanas.
De acordo com um diplomata brasileiro, que também falou sob anonimato, Trump “presenteou” Lula com a crise. A declaração destacou que parte do eleitorado conservador, especialmente o vinculado ao mercado financeiro, agora demonstra descontentamento com Bolsonaro e com as estratégias adotadas por seus apoiadores internacionais.
O artigo também abordou a reação dos leitores americanos. Diversos comentários publicados no site do Washington Post demonstraram reprovação à conduta de Trump. Um deles afirmou que “as tarifas de Trump não são ferramentas comerciais, mas instrumentos para satisfazer seus próprios caprichos”.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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