Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes. Foto: Divulgação
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta quinta-feira, 21 de agosto, que ainda não teve tempo de se "apropriar" sobre o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Os dois foram indiciados pela PF por tentativa de obstrução do processo de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em entrevista à CNN Brasil, Nunes defendeu um "julgamento justo" para o ex-presidente.
"O grande desejo é de um julgamento imparcial, um julgamento justo, dentro do tempo adequado e sem acelerar, porque o que a gente não pode permitir, em hipótese alguma, é que no Estado Democrático de Direito você tenha um Judiciário sendo utilizado para perseguir qualquer pessoa", disse o prefeito.
O prefeito de São Paulo ainda defendeu as investigações da PF, mas não se manifestou sobre o ex-presidente.
"A gente tem sempre o desejo e a torcida para que tenha evidentemente uma investigação contra qualquer pessoa que cometa algum delito, algum crime, e que, se essa pessoa tiver a culpa, que pague pelo que fez. Se não tiver, que seja inocentada", afirmou.
A Polícia Federal produziu um relatório de 170 páginas que detalha como Bolsonaro e o seu filho teriam atuado para tentar atrapalhar investigações da trama golpista. A corporação pediu o indiciamento dos dois políticos pelo crime de tentar obstruir o julgamento do caso. Bolsonaro deve ser julgado pelo STF a partir de 2 de setembro.
Bolsonaro já está inelegível até 2030, condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pela Justiça Eleitoral. A ausência do ex-presidente na próxima eleição deixa em aberto quem vai representar a direita na disputa pela Presidência. Um dos cotados é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caso Tarcísio decida concorrer ao Planalto, ele deixaria de disputar uma reeleição ao governo de São Paulo. Nunes é cogitado como seu indicado neste cargo, mas o prefeito da capital paulista nega que queira continuar na política.
"Eu estou prefeito, mas sou empresário, vou continuar nessa atividade quando terminar meu mandato em 2028", disse Nunes.
Estadão Conteúdo
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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