Nikolas Ferreira e Junior Lima. Foto: Divulgação
O festival The Town, em São Paulo, virou palco não apenas para música, mas também para declarações políticas. No último sábado, 13 de setembro, durante sua apresentação, o cantor Junior Lima se manifestou contra o projeto de anistia e encerrou uma música com xingamentos.
“Anistia é o caralho, porra”, gritou em tom de protesto diante da plateia, dois dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser condenado pelo Superemo Tribunal Federal (STF) por tentativa de Golpe de Estado.
A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e dividiu opiniões. Enquanto parte do público aplaudiu a postura, outros criticaram a forma como o artista se expressou.
Entre as reações mais fortes esteve a do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que comentou o episódio no domingo (14).
Em sua resposta, o parlamentar ironizou a carreira do cantor, lembrando sua ligação com a irmã Sandy.
“Gritar sem anistia é fácil… difícil é saber quem você é sem a Sandy”, escreveu o parlamentar, em tom provocativo.
Junior Lima ficou conhecido desde criança ao lado da irmã, formando a dupla Sandy & Junior, que conquistou fãs em todo o Brasil durante os anos 1990 e 2000.
O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060 em função da condenação na ação penal da trama golpista, podendo disputar somente as próximas eleições, em 2062.
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou na quinta-feira (11) o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito após o cumprimento da pena.
Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060. Nesse pleito, Bolsonaro teria 105 anos. Atualmente, ele tem 70.
Bolsonaro já está inelegível até 2030 por ter sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico.
A condenação ocorreu pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação, episódio que foi incluído na ação penal da tentativa de golpe de Estado e citado pelo relator como um dos "atos executórios" da trama.
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O jovem deputado foi o mais votado em seu estado, com 172.628 votos. A campanha de Lira arrecadou R$ 3.148.127,00, tendo como principal origem a Direção Nacional do PP.
O presidente questionou as propostas de corte fiscal apresentadas pela campanha de Flávio. "Toda vez nesse País que se fala em dureza fiscal, o que está em jogo é a política de inclusão social", declarou.
Em publicação nas redes sociais intitulada "Declaração à Nação", afirmou que o resultado das urnas expressa um desejo de mudança e associou o candidato à "reconexão" com a sociedade.
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