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"Anistia é o c4ralh0, p0rr4", diz Júnior, ex-dupla com Sandy, durante apresentação no The Town

Após o grito, o cantor foi ovacionado e aplaudido pela plateia que assistia ao seu show.

Redação

14 de setembro de 2025 às 13:24   - Atualizado às 13:25

Cantor Júnior.

Cantor Júnior. Foto: Reprodução/Canal Bis

O cantor Junior Lima, irmão da Sandy, usou o palco do festival The Town, em São Paulo, neste sábado, 13 de setembro, para se manifestar contra o projeto de anistia em debate no Congresso Nacional.

“Anistia é o caralho, porra!”, gritou Júnior.

Apesar de não mencionar diretamente o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a fala de Junior Lima ocorreu apenas dois dias após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento apurou a responsabilidade do ex-presidente em um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Julgamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060 em função da condenação na ação penal da trama golpista, podendo disputar somente as próximas eleições, em 2062.

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Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou na quinta-feira (11) o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito após o cumprimento da pena.

Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060. Nesse pleito, Bolsonaro teria 105 anos. Atualmente, ele tem 70.

Bolsonaro já está inelegível até 2030 por ter sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico.

A condenação ocorreu pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação, episódio que foi incluído na ação penal da tentativa de golpe de Estado e citado pelo relator como um dos "atos executórios" da trama.

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