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Nikolas diz que a direita está sendo perseguida, após o MP querer cassar os seus direitos políticos

Para Nikolas Ferreira, a esquerda está com medo dos seus adversários e, por isso, estaria fazendo uma "caça às bruxas" para ter o caminho "livre" em 2026.

Jameson Ramos

09 de julho de 2025 às 09:14   - Atualizado às 09:27

Deputado Federal Nikolas Ferreira.

Deputado Federal Nikolas Ferreira. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que pode ter os seus direitos políticos cassados após denúncia do Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais, que o acusa de ter praticado crimes eleitorais durante as eleições municipais de Belo Horizonte em 2024, subiu à tribuna da Câmara, na terça-feira, 8 de julho, para se defender (veja o vídeo abaixo).

Na ocasião, o parlamentar questionou o motivo do MP querer cassar os seus direitos políticos.

“Estão querendo cassar os meus direitos políticos por que fiz rachadinha? Por que coloquei dinheiro na cueca? Por que quebrei estatais? Não! Estão querendo me deixar inelegível porque denunciei um livro pornográfico do antigo prefeito de Belo Horizonte. Não posso falar e denunciar mais não? É muita coincidência que só parlamentares de direita são perseguidos neste país", declarou.

Confira o discurso:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Entenda

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais apresentou uma denúncia contra o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL), pedindo a suspensão dos seus direitos políticos por conta da divulgação de vídeos com ataques ao então prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, nas eleições de 2024.

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O MP alega que Nikolas e o deputado estadual Bruno Engler (PL), que é seu aliado, praticaram "difamação" e divulgaram propaganda eleitoral com "fatos sabidamente inverídicos" em alusão a um livro escrito por Fuad. Por conta disso, o Ministério Público pede que os acusados percam seus direitos políticos.

“Tal ato, praticado após ciência inequívoca da ilicitude de sua conduta, demonstra o dolo intenso e a persistência na prática delitiva, com o claro objetivo de manter a desinformação circulando na véspera da eleição”, afirma o promotor Renato Augusto de Mendonça, autor da denúncia.

Além da suspensão de direitos políticos, o Ministério Público pediu uma indenização por danos morais a ser designada a instituições de caridade, conforme indicação da família de Fuad — que faleceu em março deste ano, após ser reeleger à prefeitura.

De acordo com o MP, Nikolas também descumpriu determinações judiciais que determinavam a remoção do vídeo em questão, das suas redes sociais e "debochou publicamente da decisão".

Os vídeos acusavam Fuad de ser autor de um "livro pornográfico", referindo-se a uma passagem fictícia da obra que descreve um estupro coletivo de uma menina de 12 anos. O MP esclarece que, embora o trecho exista, ele está contextualizado dentro da trama e não representa nenhum tipo de apologia ou correlação com a gestão do então prefeito, como insinuado por Nikolas.

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