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'Quando Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel', diz Lula

A fala do presidente ocorreu nesta segunda-feira, 13 de outubro, em entrevista no Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Isabella Lopes

13 de outubro de 2025 às 13:56   - Atualizado às 13:59

Presidente Lula e Benjamin Netanyahu

Presidente Lula e Benjamin Netanyahu Foto: Arte/Portal de Prefeitura

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira, 13 de outubro, que o fim da guerra entre Israel e o Hamas é um "dia muito importante para a humanidade" e um "motivo de alegria".

"Antes tarde do que nunca. Finalmente, parece que se encontrou uma saída para o conflito entre Israel e os palestinos. Me parece que há muita possibilidade de o acordo ser definitivo e isso é muito importante", declarou, em entrevista no Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

"É um dia muito importante para a humanidade, o fato que uma coisa que não deveria ter acontecido, mas aconteceu e poderia ter sido resolvida mais cedo, mas não foi resolvido. É um motivo de alegria de saber que o povo palestino e o povo de Israel vão viver em paz", falou o presidente do Brasil.

Lula falou que os países têm que trabalhar para alcançar uma "paz definitiva" e reafirmou que o Brasil não tem problemas com o povo de Israel, mas apenas com o primeiro-ministro daquele país, Benjamin Netanyahu.

"O Brasil não tem problema com Israel, tem problema com Netanyahu. A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel", declarou o presidente brasileiro.

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Lula afirmou ainda que chegou o momento de resolver a guerra entre Ucrânia e Rússia. "Ela [guerra] já cansou todo mundo."

Libertação dos reféns 

Após 738 dias de cativeiro, os 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pelo grupo nesta segunda-feira, 13 de outubro. Eles foram devolvidos em duas fases, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense.

Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país. Matan Angrest, Gali Berman, Ziv Berman, Alon Ohel, Eitan Horn, Omri Miran e Guy-Gilbo Dalal foram os sete primeiros à retornarem ao país. Os outros 13 também já estão com as forças israelenses.

A operação 'Voltando para Casa' prevê que os reféns sejam levados a uma base militar, onde ocorrerá o reencontro com os familiares, antes de serem transportados de helicóptero para hospitais israelenses.

Eles foram sequestrados por integrantes do grupo terrorista no ataque surpresa de 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.

De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Zangauker, Nimrod Cohen, Ariel e David Cunio. Os três ainda não tinham sido devolvidos quando isso aconteceu.

Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel.

O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos. O grupo também publicou uma lista com os mais de 1,9 mil prisioneiros palestinos que devem ser soltos.

O acordo

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel-Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.

Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.

Os últimos dias foram de celebração em Israel, após o anúncio do acordo. No sábado, dezenas de milhares de israelenses, muitos com camisetas com imagens dos reféns, se reuniram no local que ficou conhecido como Praça dos Reféns, em Tel-Aviv, diante de um telão que marcou os 735 dias desde os atentados do Hamas.

"Sinto uma emoção imensa, não tenho palavras para descrevê-la -para mim, para nós, para todo Israel, que quer que os reféns voltem para casa e espera ver todos regressarem", disse à agência de notícias AFP, durante a manifestação, Einav Zangauker, mãe do refém Matan Zangauker, 25.

Participaram do evento o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e a filha do presidente, Ivanka Trump. Eles foram aplaudidos ao falarem no palco, mas a menção ao nome do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, provocava vaias.

Udi Goren, primo de um refém morto no dia 7 de outubro e levado para a Faixa de Gaza, disse à BBC Radio 4 no domingo que falou com Witkoff e que o enviado dos EUA compreendia a importância de resgatar os sequestrados, mas questiona o papel que Washington teve que desempenhar para que o retorno acontecesse.

"Por que ontem à noite havia três pessoas [...] de alto escalão no governo Trump falando no palco da Praça dos Reféns em vez de alguém do governo israelense?", afirmou ele ao veículo.

Cúpula para a paz

O republicano, aliás, passou no país por algumas horas antes de ir a Sharm el-Sheikh, no Egito para presidir uma cúpula para a paz ao lado do líder egípcio, Abdul Fatah Al-Sisi. Estarão presentes também o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; e o presidente a Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O gabinete de Netanyahu anunciou que nenhuma autoridade israelense compareceria à reunião, nem o Hamas.

Entrega de armas

Apesar do aparente progresso nas negociações, os mediadores ainda enfrentam a difícil tarefa de garantir uma solução política de longo prazo que leve a facção a entregar suas armas

No X, a conta oficial do primeiro-ministro de Israel publicou uma imagem de uma das mensagens escritas por Benjamin Netanyahu e por sua esposa Sara que será adicionada aos kits de boas-vindas preparados para os libertados.

Segundo a Autoridade de Reféns do Gabinete do Primeiro-Ministro, estão inclusas roupas, um laptop, um celular e um tablet. *COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Lista dos 20 reféns libertados:

  • Bar Kuperstein
  • Evyatar David
  • Yosef Haim Ohana
  • Segev Kalfon
  • Avinatan Or
  • Elkana Bohbot
  • Maxim Herkin
  • Nimrod Cohen
  • Matan Zangauker
  • David Cunio
  • Eitan Horn
  • Matan Angrest
  • Eitan Mor
  • Gali Berman
  • Ziv Berman
  • Omri Miran
  • Alon Ohel
  • Guy Gilboa-Dalal
  • Rom Braslavski
  • Ariel Cunio

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