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"Não me coloco como oposição ao presidente Lula", diz Raquel Lyra

A governadora também expressou críticas à decisão de seu partido, o PSDB, de manter-se fora da base governista.

Ricardo Lélis

14 de novembro de 2024 às 16:42   - Atualizado às 17:04

Governadora Raquel Lyra e presidente Lula

Governadora Raquel Lyra e presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, publicada na quarta-feira, 13 de novembro, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), afirmou que não se considera oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A gestora estadual também expressou críticas à decisão de seu partido de manter-se fora da base governista, posicionamento que vem em meio a especulações sobre uma possível mudança para o PSD, liderado por Gilberto Kassab.

"Defendo a postura de independência. Vivemos um momento delicado no País e no mundo. Precisamos fazer do Brasil um país grande por sua estabilidade, segurança jurídica, economia verde, logística, como polo consumidor, como produtor de alimentos. O mundo ainda tem fome e precisamos construir esses consensos e ter uma agenda para o País. Por isso não me coloco como oposição ao presidente Lula", afirmou Raquel.

Ao ser questionada sobre um possível movimento para o PSD, a governadora destacou que possui uma "relação muito sólida" com Gilberto Kassab e o partido, construída ao longo de anos.

"O presidente do PSD em Pernambuco, André de Paula, é um grande parceiro da nossa gestão. Conseguimos fortalecer o partido (PSDB) na última eleição e temos conversado sempre, assim como temos conversado com lideranças de outros partidos. Mas coloco aqui que, sim, há uma proximidade forte com o Kassab e com o PSD", afirmou.

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Raquel destacou, contudo, que, apesar dos convites recebidos, "o foco é cuidar do Estado e qualquer decisão será comunicada". Ela celebrou ainda o avanço do PSDB em Pernambuco, que aumentou seu número de prefeituras de cinco para 32 nas eleições municipais de 2024.

"Sou grata ao partido pela oportunidade de disputar e ganhar três eleições, mas faço discussões internas. Discordo de posições que o partido vem tomando, como a oposição sistemática ao governo Lula. Precisamos de unidade e consenso para que o Brasil possa enfrentar os desafios do combate à pobreza e das desigualdades regionais e para o crescimento sustentável", reforçou.

Comentando sobre as eleições de 2026, Raquel Lyra prevê um cenário de polarização semelhante ao de 2022, embora não tenha feito menções diretas ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), considerado um possível concorrente ao governo estadual.

"(...) Quando chegamos numa eleição que envolve Congresso, Presidência, claro que descola um pouco dos municípios e parte para um projeto de Brasil, de Estados. Penso eu que diante desse cenário haja ainda polarização, mas temos que lutar por quem luta por consensos”, afirmou a governadora.

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