Pastor Cleiton Collins em discurso na Alepe. Foto: Roberto Soares/Alepe
Na segunda-feira, durante seesão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Pastor Cleiton Collins (PP) criticou a aprovação de uma audiência pública, pela Comissão de Cidadania, que pretende discutir os desafios e perspectivas da prostituição.
A proposta da audiência foi apresentada pelo deputado João Paulo (PT) e recebeu apoio da maioria dos membros da comissão. A iniciativa visa debater questões relacionadas aos direitos, à saúde e à segurança das profissionais do sexo no estado.
Para o parlamentar, ninguém escolhe a prostituição porque quer, mas sim por falta de oportunidade. Ele frisou ainda que parlamento nenhum deveria discutir a legalização da prostituição.
Em vez disso, o deputado afirmou que o Legislativo deveria propor iniciativas para oferecer, por exemplo, qualificação profissional e aumento de oportunidades de empregos para essas mulheres.
“Como é que aprovam um negócio desse na Comissão de Cidadania, e com participação de mulheres? Que visão é essa, que bandeira tão humilhante para as próprias mulheres? A prostituição tira mais ainda a dignidade da mulher. Isso não é um emprego digno”, lastimou.
Em resposta, Rosa Amorim defendeu a discussão do tema.
“Uma profissão milenar, a mais antiga da humanidade, e se elas querem discutir os desafios, as violências que sofrem, essa casa precisa dar voz”, frisou.
O deputado estadual Júnior Tércio (PP) também se manifestou publicamente contra a aprovação da audiência pública.
“Audiência pública sobre os ‘desafios’ das prostitutas?! Você não leu errado. Isso foi aprovado na Alepe com o voto a favor do pessoal da esquerda”, escreveu o parlamentar.
Ele argumentou que há temas mais urgentes a serem tratados pelo poder legislativo.
“É inacreditável que, em meio a tantos problemas reais que nosso povo enfrenta, ainda se priorizem pautas que só trazem destruição, desintegram famílias e desviam vidas para caminhos sombrios”, afirmou.
O deputado também apontou que trabalhadores de outras categorias seguem sem atenção adequada do Estado.
“Enquanto isso, trabalhadores de verdade seguem ignorados, sem o devido apoio que tanto precisam”, acrescentou.
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