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Mulheres trans são excluídas do esporte feminino olímpico nos EUA

USOPC altera política para cumprir ordem executiva de Trump e proíbe participação de atletas trans em competições femininas.

Redação Portal de Prefeitura

14 de agosto de 2025 às 16:16   - Atualizado às 16:38

Trump e nadadora trans

Trump e nadadora trans Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Em uma medida que reacende o caloroso debate sobre inclusão e justiça nos esportes, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) implementou uma nova política que, na prática, proíbe que mulheres trans compitam em eventos femininos. A mudança acontece em alinhamento com uma ordem executiva assinada em fevereiro de 2025 pelo presidente Donald Trump, intitulada "Keeping Men Out of Women’s Sports".

A modificação, feita discretamente no documento “Athlete Safety Policy”, não mencionou explicitamente "transgênero", mas reforça que o USOPC — como uma entidade com chancela federal — tem a obrigação de cumprir expectativas governamentais.

Impacto imediato nas federações esportivas

O USOPC comunicou federações nacionais esportivas, como natação, atletismo e esgrima, para que revissem suas regras de elegibilidade. A meta: garantir que ambientes de competição sejam "justos e seguros para mulheres" conforme os novos parâmetros federais.

Em resposta, algumas entidades já ajustaram suas políticas. A USA Fencing, por exemplo, anunciou que, a partir de 1º de agosto, apenas atletas de "sexo feminino" poderiam disputar em categorias femininas, enquanto os torneios masculinos seriam abertos a todos os demais grupos, incluindo mulheres trans, homens trans, não-binarie e intersex.

Repercussões e controvérsias

Organizações de defesa dos direitos civis reagiram rapidamente. A presidente do National Women's Law Center declarou que o USOPC está cedendo à pressão política em detrimento da segurança e necessidades dos próprios atletas, acusando a decisão de sacrificar direitos individuais pela conveniência política.

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Além disso, a mudança na política esportiva dos EUA entra em choque com abordagens internacionais. Enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) permite que federações esportivas definam seus próprios critérios — muitas com base em evidências médicas e científicas — a decisão norte-americana segue uma agenda política centralizada e uniforme.

Contexto mais amplo e próximos passos

Essa decisão acompanha uma série de iniciativas federais com direcionamento ideológico contra a presença trans em instituições públicas. Desde 2025, atos executivos vêm revisando políticas relacionadas a esportes, documentos civis e direitos de pessoas trans.

Com os Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles programados para 2028, essa política pode afetar a seleção e preparação de atletas trans nos EUA, além de provocar tensões com entidades esportivas internacionais que ainda mantêm critérios inclusivos, baseados em padrões fisiológicos e regulamentação técnica rigorosa.

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