Mulher que foi atacada pelo ex-namorado com 61 socos, Juliana Garcia anuncia filiação ao PT Foto: Reprtodução / Redes Sociais
A ativista Juliana Garcia, sobrevivente de um caso de violência doméstica que chocou o país, oficializou sua entrada na vida política na última sexta-feira, 8 de maio. Ao anunciar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte, Juliana passou a ser alvo de uma nova onda de violência, desta vez virtual, com comentários que ironizam as agressões sofridas e questionam sua sanidade mental.
A chegada de Juliana à legenda foi celebrada pela militância e pela cúpula regional do partido. Em registro publicado nas redes sociais, ela aparece ao lado de Samanda Alves, presidenta estadual do PT-RN, que destacou a importância de transformar traumas individuais em pautas coletivas.
“Juliana é símbolo da nossa luta por dignidade, respeito e pelo fim da violência que ainda marca a vida de tantas mulheres. Defender a vida das mulheres precisa estar no centro da política”
A trajetória de Juliana ficou marcada pela brutal tentativa de feminicídio cometida por seu ex-namorado, que desferiu 61 socos contra ela dentro de um elevador.
O anúncio, contudo, despertou a hostilidade de opositores. Em vez do debate ideológico, os ataques concentraram-se na condição de vítima de Juliana. Internautas dispararam ofensas como: “Deveria ter apanhado mais.”, “Levou tantas pancadas na cabeça que enlouqueceu.” e “Não soube escolher com quem se relacionar, que dirá um partido.”.
Diante da repercussão negativa e dos discursos de ódio, Juliana Garcia recebeu uma rede de apoio e solidariedade de diversos setores da sociedade civil. Em resposta direta aos agressores virtuais, ela reafirmou sua posição política e lamentou a postura de quem persegue vítimas de violência.
“Que eu jamais seja confundida com o outro lado e com pessoas que perseguem uma mulher que já foi violentada e carrega traumas com ela”, declarou Juliana
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As informações estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas, plataforma da Justiça Eleitoral que reúne dados sobre registros de candidatura.
A decisão representa uma rara divergência em relação ao entendimento do ministro, relator das investigações sobre os ataques às sedes dos Três Poderes.
Alinhado ao PSD e à governadora Raquel Lyra, o gestor destacou que a decisão fortalece um projeto político que, segundo ele, tem promovido avanços importantes para Pernambuco.
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