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Mulher de prefeito da Bahia com R$ 1,2 milhão em bens recebeu Bolsa Família por mais de 10 anos

A revelação acendeu debates sobre a integridade do programa e o cumprimento de suas regras.

Portal de Prefeitura

02 de novembro de 2025 às 13:00

Primeiradama de Cordeiros BolsaFamília virou foco de investigação

Primeiradama de Cordeiros BolsaFamília virou foco de investigação Foto: Divulgação/Rede Social

A primeiradama de Cordeiros BolsaFamília virou foco de investigação após reportagem revelar que Márcia Novais, esposa do prefeito de Cordeiros (BA), estaria recebendo o benefício social federal desde 2013, mesmo com a renda familiar ampliada e o marido declarando patrimônio de aproximadamente R$1,2 milhão à Justiça Eleitoral em 2024. A revelação acendeu debates sobre a integridade do programa e o cumprimento de suas regras.

De acordo com levantamento obtido por meio de consulta ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Márcia constava como beneficiária da “primeiradama de Cordeiros BolsaFamília” e recebia cerca de R$800 mensais R$600 do valor base e R$200 adicionais por ter dois filhos, um com até seis anos e outro de sete a 17 anos. O benefício foi mantido mesmo após a posse do marido em janeiro de 2025, acumulando ao menos R$6.400 nos oito primeiros meses do mandato.

Já o prefeito Devani Pereira da Silva declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de cerca de R$1,28 milhão, composto por propriedades rurais, animais de grande porte e espécie. A renda declarada e o salário municipal de R$15 mil mensais para o cargo apontam que a família tinha condições muito aquém do perfil exigido para participação no programa. Na avaliação de especialistas, essa combinação de fatores coloca em xeque a regra básica da “primeiradama de Cordeiros BolsaFamília”: famílias com renda per capita acima de R$218 mensais não podem receber o benefício.

O caso da “primeiradama de Cordeiros BolsaFamília” também está inserido num contexto maior de revisão normativa do programa em todo o país. Em 2025, cerca de 1,2milhões de beneficiários foram excluídos após cruzamento de bases e atualizações do CadÚnico, com 85 mil famílias baianas cortadas no processo. A divulgação trouxe à luz a necessidade de fiscalização mais rigorosa e transparência na gestão dos benefícios.

Ainda que não haja confirmação pública de erro administrativo ou irregularidade julgada, diferentes veículos de imprensa apontam que o benefício foi suspenso após a revisão o que sugere reconhecimento da incompatibilidade com os critérios. O Ministério responsável anunciou que famílias de autoridades eleitas seriam automaticamente revisadas. Mesmo assim, a persistência do benefício durante vários anos gera dúvidas sobre a operação do sistema de identificação e verificação da renda familiar.

A reportagem sobre a “primeiradama de Cordeiros BolsaFamília” destaca o contraste entre a finalidade social do programa e as lacunas na aplicação das regras. O episódio reforça a importância de mecanismos de controle, auditoria e transparência para assegurar que o benefício atenda de fato quem mais precisa.

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